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Cameron acusa Argentina de “colonialismo” no caso Malvinas

France Presse

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, acusou a Argentina nesta quarta-feira de “colonialismo” por sua insistência em reivindicar as Malvinas e informou que convocou o Conselho Nacional de Segurança de seu país para abordar a situação nas ilhas.

“O que os argentinos estiveram dizendo recentemente é muito mais colonialismo porque os malvinenses querem continuar sendo britânicos e os argentinos querem que eles façam outra coisa”, afirmou ele.

Na sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, Cameron disse que pretende assegurar o respeito à autodeterminação dos malvinenses. Ele afirmou que decidiu reunir o conselho, formado por militares e políticos, para “assegurar que as defesas e tudo o mais está em ordem”.

A Argentina reivindica a soberania das ilhas Malvinas e outras ilhas próximas desde 1833, quando foram ocupadas com o uso da força pelo Reino Unido, onde são conhecidas como Falklands.

DISCORDÂNCIAS

Há dez dias, Cameron já havia dito que descartava uma negociação com a Argentina sobre a soberania das Malvinas e que seu país deve manter sempre a “vigilância” das ilhas, em clara referência à decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso a seus portos de navios com bandeira malvinense.

Em uma cúpula realizada em dezembro em Montevidéu, os países do Mercosul chegaram a um acordo bloquear o acesso a portos de navios com bandeira das Malvinas.

Neste ano, a guerra que os países enfrentaram pela posse das Malvinas completa 30 anos, depois que os militares argentinos ocuparam a ilha em 2 de abril de 1982, embora o conflito armado tenha terminado em 14 de junho com a rendição da Argentina.

No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos. No próximo mês, o príncipe William, segundo na linha de sucessão à coroa britânica, viajará às Malvinas para realizar treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

DA EFE, EM LONDRES

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