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Regional Tocantins

Cavalcante quer investigar shopping; Amastha responde

Cavalcante e Carlos Amas­tha protagonizaram um desentendimento político no final do ano passado. Cavalcante co­man­dava o diretório metropolitano do PP e falava em lançar candidatura a prefeito de Pal­mas.  

 

Empresario Carlos Amas­tha

 O vereador de Palmas Aurismar Ca­val­cante (PSDB) protocolou na Câmara de Vereadores um requerimento para instalação de uma Co­missão Parlamentar de Inqué­ri­to (CPI) para investigar  su­postas irregularidades na doação da área para a construção do Capim Dourado Shopping.

De acordo com Caval­can­te, o shopping está instalado em uma área ambiental. “Queremos ver todas as autorizações e licenças ambientais dadas ao grupo Skipton, do empresário colombiano naturalizado brasileiro Carlos A­mastha”, justificou o parlamentar. O vereador José do Lago Folha Filho (PTN), que também assinou o pedido da CPI, disse acreditar que Amas­tha não está envolvido em irregularidades, mas que as “dúvidas precisam ser esclarecidas”.
Já o vereador José Hermes Damaso (PR) disse que quem não praticou nenhum ilícito não tem medo de CPI. “Nós investigaremos. É assim que se procede. Nossa missão é estarmos vigilantes para que a população de Palmas não seja prejudicada.”
Cavalcante e Carlos Amas­tha protagonizaram um desentendimento político no final do ano passado. Cavalcante co­man­dava o diretório metropolitano do PP e falava em lançar candidatura a prefeito de Pal­mas. Entretanto, o presidente regional do partido, deputado federal Lázaro Botelho, dissolveu o diretório e empossou Amastha como presidente da nova comissão provisória, o que forçou o vereador a sair da legenda e se filiar no partido do governador Siqueira Cam­pos, o PSDB.
Na Câmara, há quem de­fen­da que o pedido de CPI proposto por Cavalcante seria uma forma de retaliação contra Amastha, por ter perdido o comando do PP para o empresário. Para o vereador Carlos Braga (PMDB), o pedido de CPI é meramente político. “CPI é coisa séria. Respeito os que assinaram, mas todos nós sabemos que se trata de uma briga política”, comentou o vereador Braga.
O vereador Bismarque do Movimento (PT) também considerou que o motivo da CPI é pessoal e político-partidário e que, há meses, solicitou a vinda de Amastha para prestar explicações sobre a não construção do parque, o que acabou não ocorrendo. Estra­nhou, também, que o único empresário a se posicionar contra a expansão do Plano Diretor tenha o seu nome envolvido num pedido de CPI.
Além de Folha, Damaso e Néris, assinaram o pedido de CPI do Capim Dourado Shop­­ping os vereadores Ju­celino Rodrigues (PTC), Fer­nando Rezende (DEM) e Lúcio Campelo (PR).

Amastha
Em entrevista coletiva na se­mana passada, o empresário Carlos Amastha comentou a intenção da Câmara de Verea­dores de investigar a implantação do maior shopping da capital. O empresário mostrou os documentos de compra do terreno, licenças am­bientais e recibos de pagamento, e disse que disponibilizaria cópias a quem se interessar. “Os documentos estão à disposição de quem quiser olhar e se encontrarem algo de errado que entrem em contato comigo para esclarecer os fatos”, comentou.
Carlos Amastha foi enfático ao afirmar que a área onde está construído o Capim Dou­rado Shopping não foi doada ao Grupo Skipton. “Tivemos todo o embasamento legal pa­ra conseguir comprar o terreno, ligamos várias vezes para o conselho econômico para discutir essa compra”, explicou.
Conforme o empresário, a área foi adquirida do Estado, com aval da prefeitura, por R$ 7 o metro quadrado, que poderia ser pagas em 24 parcelas sem correção monetária. “Nós decidimos pagar o valor à vista. Foram R$ 688.386,00 mil pagos  ao Estado no dia 10 de maio de 2009. Não houve doação e não escrituramos o terreno até ter as condições legais para isso”, esclareceu Amas­tha, complementando que não pediu nenhum tipo de isenção tributária por causa da construção do shopping.
Em documento dirigido ao presidente da Câmara, vereador Ivory de Lira (PT), pediu o arquivamento da CPI. O empresário protocolou no Ministério Público Federal um requerimento de abertura de procedimento de investigação contra o vereador Cavalcante.  Segundo o coordenador do 1º Ofício da Defesa do Patrimô­nio Público e Social, procurador Rodrigo Luiz Bernardo Santos, após distribuição do requerimento, será analisado uma possível ação criminal e prejuízo moral, com abertura de inquérito ou ação penal. “Após todas as análises, o requerimento e demais documentos entregues serão encaminhados para arquivamento ou ao judiciário.”
“Todas as afirmativas contidas na justificativa apresentada pelo vereador que requereu a instalação da CPI são totalmente falsas. O Capim Doura­do Shopping é um empreendimento que orgulha todo o povo palmense e foi construído com o maior rigor técnico, obedecendo todas as exigências legais”, contestou Amas­tha ressaltando que o shopping é um grande gerador de emprego, renda e arrecadador de impostos.


Fonte: Aquiles Lins /Tribuna do Planalto

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