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Cessar-fogo é apenas parcial, denuncia oposição da Síria

O cessar-fogo entre forças do governo e rebeldes oposicionistas da Síria, que entrou em vigor durante o amanhecer desta quinta-feira (12), está sendo seguido apenas “parcialmente”, denunciou um porta-voz da oposição.

Tropas leais ao regime do presidente Bashar al Assad continuam nas ruas, e pelo menos três civis foram mortos em confrontos em Iblid e Hama, disse Basma Kodmani, do Conselho Nacional Sírio. Também houve dezenas de prisões em Aleppo, Homs e Deera.

“Observamos com provas que armas pesadas continuam sendo usadas nas zonas povoadas, algumas simplesmente foram relocadas”, acrescentou Kodmani.

Também houve o aparecimento de vários novos pontos de controle  fortemente armados.

Já a TV estatal afirmou que uma bomba matou um militar e feriu 24 pessoas, entre civis e militares, próximo à ponte do aeroporto de Allepo, segunda maior cidade do país.

O comunicado afirma que “terroristas” estão sabotando o plano de paz negociado por Kofi Annan, enviado da ONU e da Liga Árabe.

As tropas do regime não se retiraram das localidades de Zabadani, Duma e Harasta, nos arredores da capital, mas não abriram fogo.

As informações não puderam ser comprovadas de forma independente devido às restrições impostas pelo regime aos jornalistas.

Imagem difundida no YouTube pela oposição mostra o que seria um protesto contra o governo da Síria nesta quinta-feira (12) em Al-Tah, na província de Idlib  (Foto: AFP)Imagem difundida no YouTube pela oposição mostra o que seria um protesto contra o governo da Síria nesta quinta-feira (12) em Al-Tah, na província de Idlib (Foto: AFP)

A oposição havia aproveitado o início da trégua para convocar manifestações de rua pacíficas.

O governo vem reprimindo violentamente atos contra o governo do contestado Assad.

Na véspera, o regime sírio anunciou que finalizaria suas operações militares, mas advertiu que suas forças responderão a qualquer ataque “terrorista”, em referência aos rebeldes, que também prometeram respeitar a trégua.

Vista de Damasco, capital da Síria, no amanhecer desta quinta-feira (12) (Foto: AP)Vista de Damasco, capital da Síria, no amanhecer desta quinta-feira (12) (Foto: AP)

Acusado em várias ocasiões recentes pela comunidade internacional de não cumprir seus compromissos, o regime Assad será submetido a mais uma prova nesta quinta, e os Estados Unidos já advertiram que julgarão Damasco “pelo que faz e não pelo que diz”.

O regime sírio deveria ter retirado suas tropas das cidades em conflito na terça-feira, de acordo com a primeira fase do plano elaborado pela ONU e a Liga Árabe, mas isto não ocorreu.

Na quarta-feira, horas após a entrada do plano em vigor, operações militares do regime mataram pelo menos 25 civis, sendo 10 em um bombardeio contra Rastane, cidade da província de Homs em poder dos rebeldes há meses.

Uma autoridade do Exército eseu motorista foram assassinados por disparos de armas de fogo.

A violência já deixou mais de 10 mil mortos na Síria, a maioria civis, desde a explosão da revolta contra o regime, no dia 15 de março de 2011, segundo organizações da oposição.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, destacaram nesta quarta-feira a necessidade de uma ação “mais decidida” do Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China, aliados de Damasco, têm bloqueado as resoluções que condenam a repressão.

Sírio lê jornal local em Damasco (Foto: Louai Beshara/AFP)Sírio lê jornal local em Damasco (Foto: Louai Beshara/AFP)

Fonte: Do G1, com agências internacionais

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