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Chanceler da Venezuela acusa oposição de 'crueldade' com Chávez

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, acusou nesta terça-feira (26) a oposição de “chantagem” e de “crueldade” por sua reivindicação de que o presidente, Hugo Chávez, apareça e preste juramento, e ressaltou que o governante tem o direito de se recuperar.

“Acho que é importante reiterar que o presidente tem o direito de tirar um tempo para se recuperar. Nós não podemos cair na chantagem da direita e sua crueldade, sua falta de humanidade”, afirmou Jaua ao canal interestatal Telesur, com sede em Caracas.

O chanceler acusou a “direita” de “estar fazendo uma pressão para que o presidente apareça, que o presidente discurse, que o presidente assuma já”.

“É porque não querem ver o presidente recuperado; nós que queremos (…) temos a paciência para esperá-lo, para compreendê-lo e para acompanhá-lo na batalha pela vida que está travando”, acrescentou.

Manifestante participa de ato pela saúde de Hugo Chávez, nesta terça-feira (26), diante do hospital militar em que ele segue internado em Caracas (Foto: AFP)
Manifestante participa de ato pela saúde de Hugo Chávez, nesta terça-feira (26), diante do hospital militar em que ele segue internado em Caracas (Foto: AFP)

A oposição tem insistido nos últimos dias que o governo preste informações mais claras sobre a situação de saúde do presidente para saber se ele tem condições de tomar posse.

Chávez está há uma semana em Caracas, para onde voltou após ser operado em 11 de dezembro em Havana pela quarta vez em 18 meses de um câncer cuja natureza não foi informada.

De acordo com a última informação fornecida pelo governo, o líder venezuelano apresenta uma evolução “não propícia” da insuficiência respiratória gerada após uma infecção pulmonar no pós-operatório.

Como consequência dessa insuficiência, Chávez respira por uma traqueostomia que dificulta sua fala.

Chávez ainda não tomou posse, o que segundo a Constituição deveria ter sido feito no dia 10 de janeiro, mas o Tribunal Superior de Justiça o eximiu em uma decisão em que estabeleceu que o presidente poderia assumir quando se recuperasse.

Da EFE

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