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Chefe da segurança de Gaddafi é preso na Líbia, diz agência

O chefe da organização de segurança externa de Muammar Gaddafi, Bouzaid Dorda, foi preso por combatentes anti-Gaddafi, disseram testemunhas à Reuters neste domingo (11).

Dorda, chefe do serviço de inteligência estrangeira de Gaddafi, será entregue ao conselho interino da Líbia ainda hoje, disse um combatente rebelde.

Neste domingo, os rebeldes oposicionistas líbios receberam um reforço de combatentes na batalha para capturar a cidade desértica de Bani Walid, ainda controlada pelos homens do ditador Muammar Gaddafi.

Tropas de Gaddafi com foguetes e morteiros contiveram combatentes locais que tentavam ir em direção aos subúrbios norte de Bani Walid, que fica 150 quilômetros a sudeste de Trípoli.

Muitos soldados não uniformizados e combatentes com experiência do CTN (Conselho de Transição Nacional) reforçaram seus colegas, que encontraram grande resistência das forças de Gaddafi desde a sexta-feira.

“Sou um soldado do Exército líbio desde a década de 1980. Eu tenho um pouco mais de experiência do que esse garotos locais,” afirmou um combatente que acabara de chegar, Omar Swaid, um motorista de caminhão do Kansas.

“Eles são ótimos, muito entusiasmados, mas não sabem lutar. Vamos ajudá-los. As forças de Gaddafi, alguns querem se render. Espero que este seja o último combate. Não quero mais ver sangue,” afirmou, com um amplo sotaque americano.

Aviões da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) novamente estavam patrulhando os céus após lançar vários ataques aéreos no dia anterior.

“Na vizinhança de Bani Walid, havia um lança-foguetes que destruímos,” afirmou à Reuters uma autoridade da Otan, em Bruxelas, neste domingo. Em comunicado, a organização disse que seus aviões atingiram um tanque e dois veículos blindados na região.

Ibrahim Bakkar, um combatente de 20 anos e que estava próximo a Bani Walid, disse: “A Otan jogou muitas bombas ontem, atingindo lança-foguetes. Isso realmente está nos ajudando. Quando entrarmos na cidade, a Otan deve nos dar mais proteção dos céus.”

O plano original era de os locais entrarem na cidade de 100 mil habitantes para tranquilizar a população e convencer os homens leais a Gaddafi a deixarem as armas e permanecer dentro de casa.

SIRTE

Em outro fronte, as autoridades rebeldes continuam negociando com os homens de Gaddafi uma rendição pacífica de Sirte, afirmou neste domingo o porta-voz insurgente Mustafah Nuh à rede de televisão catariana Al Jazeera.

A negociação ocorre um dia após o fim do ultimato dado pelo CNT aos últimos soldados de Gaddafi para que depusessem as armas.

“As negociações continuam. Decidimos mostrar maior paciência com nossos irmãos de Sirte para evitar derramamento de sangue”, disse Nuh.

Nuh não disse, contudo, se há um novo ultimato para a nova fase de negociação por Sirte, cidade natal do ditador a 450 quilômetros ao leste de Trípoli.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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