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China diz ser ilegal nomeação de sucessor no Tibete por dalai-lama

Marlene Bergamo/Folhapress

A futura designação de um sucessor pelo líder espiritual dos tibetanos é “ilegal”, advertiu o governo da China nesta segunda-feira, ao afirmar que a atribuição do título de dalai-lama é uma prerrogativa de Pequim.

“O título de dalai-lama é atribuído pelo governo central e é ilegal em qualquer outro caso”, declarou Hong Lei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

O líder espiritual dos tibetanos, de 76 anos, vive no exílio desde 1959.

“Quando tiver 90 anos, consultarei os grandes lamas das tradições budísticas tibetanas, os tibetanos e outros adeptos do budismo tibetano, e farei uma reavaliação da instituição do dalai-lama para saber se é necessário perpetuá-la ou não. Com base nisto decidirei”, afirmou.

Segundo a tradição tibetana, os monges têm que identificar um jovem que apresente sinais que indiquem que se trata da reencarnação do último líder espiritual.

O dalai-lama já mencionou em outras oportunidades a possibilidade de romper com a tradição. Assim, não descartou escolher ele mesmo o sucessor ou de organizar uma eleição para a nomeação do próximo líder espiritual do Tibete.

“A reencarnação do dalai-lama inclui um conjunto de rituais e convenções religiosas. O dalai-lama nunca teve o costume de identificar o próprio sucessor”, afirmou Hong.

DA FRANCE PRESSE, EM PEQUIM

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