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China recruta 8.000 policiais para atuar em província rebelde

Autoridades da região autônoma de Xinjiang, no extremo oeste da China, vão recrutar 8.000 policiais para reforçar a segurança nas vilas da região agrícola, revela nesta segunda-feira a agência de notícias estatal Xinhua.

De acordo com o informe, os agentes farão “patrulhamento de segurança, gerenciamento da população imigrante e repressão a atividades religiosas ilegais”. O crescimento da força policial acontece após o aumento dos confrontos por independência na região, que cresceram após 2009, quando 200 pessoas morreram em enfrentamentos entre os chineses e os nativos uigures.

Nas últimas semanas, o governo chinês aumentou a repressão à etnia. Pequim acredita que terroristas estrangeiros são os responsáveis pelo conflito e alegam que os grupos insurgentes têm relação com militantes paquistaneses vinculados com a rede Al Qaeda.

A região também possui presença de tibetanos, que fazem protestos contra a dominação chinesa na região, provocando mortes de monges e clérigos. Tanto uigures quanto tibetanos possuem restrições contra a prática religiosa e de costumes sociais.

De acordo com o porta-voz da região de Xinjiang, Hou Hanmin, a intenção é implantar um policiamento por vilas, para melhorar a atuação dos serviços públicos.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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