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Com a presença do prefeito do Recife, Câmara dos Vereadores inicia os trabalhos de 2015

Do JC Online

Foto: Divulgação/CMR
Foto: Divulgação/CMR

A Câmara dos Vereadores do Recife retomou seus trabalhos, na tarde desta segunda-feira (2), com uma sessão solene bastante movimentada. A mesa diretora promoveu a reunião onde aconteceram renúncias, posses de suplentes e o prefeito Geraldo Julio (PSB), que também compôs a mesa e participou da cerimônia acompanhado dos seus secretários, fez um balanço dos últimos dois anos de gestão.

Integrante da mesa diretora, o vereador Eriberto Rafael (PTC) fez a leitura dos ofícios que anunciaram a renúncia dos vereadores André Ferreira (PMDB) e Priscila Krause (DEM), que começaram seus mandatos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no último domingo (1º). No lugar de André Ferreira, assumiu o suplente Jayme Asfora (PMDB), que se licenciou de imediato, porque é titular da Secretaria de Juventude e Qualificação Profissional do município. Na esteira da suplência, a vaga fica com Romildo Gomes Neto (PSD).

Para o lugar de Priscila Krause, quem entrou foi Marco Menezes (DEM). Com a saída da democrata, o DEM passa a integrar a base governista. O vereador Romerinho Jatobá (PR), que havia se licenciado para ocupar a pasta de Habitação na prefeitura, também retomou nesta tarde.

O atual líder da oposição vereador Raul Jungmann (PPS), que deverá ocupar um espaço na Câmara Federal, será substituído pela suplente Vera Lopes (PPS). A troca só ocorrerá quando os quatro deputados federais pernambucanos, que foram chamados para ocupar secretarias estaduais – Danilo Cabral (PSB), Felipe Carreras (PSB), Sebastião Oliveira (PR) e André de Paula (PSD), pedirem suas respectivas licenças. Jungmann se licenciando no Recife e assumindo em Brasília, Vera Lopes logo ocupará a vaga.

Segundo o presidente da Câmara, Vicente André Gomes (PSB), os projetos do ano passado que ficaram travados na casa deverão ir para a pauta a partir da quarta-feira (4). Para o líder do governo, Gilberto Alves (PTN), 2015 será um ano difícil, onde será preciso apertar o cinto, mas a prefeitura avança com seu trabalho, com inauguração de obras que iniciaram na primeira metade do mandato do PSB. “É um ano importante, porque não é um ano eleitoral, o que nos permite uma discussão mais serena, sem a contaminação do fator eleitoral”, defende.

Já a oposição começa a se rearrumar, depois da renúncia da vereadora Priscila Krause e da iminente saída do líder Raul Jungmann. A expectativa é que a oposição se divida em, pelo menos, dois blocos parlamentares, já que o PSDB do vereador André Régis, que deverá liderar o bloco onde não esteja o PT.

A partir de agora, o PTB replica o posicionamento do partido na Alepe e passa a integrar a oposição, se unindo ao PT. “Passamos um tempo sem uma atuação sistemática. Em alguns momentos, nós votamos com o governo e em outros, votamos contra. Agora, estamos na oposição”, explicou o vereador Antônio Luiz Neto (PTB). No momento, ainda não foi definido como a oposição irá se colocar, mas até antes do carnaval, o imbróglio deverá se dissolver.

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