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Com agenda de presidenciável, Aécio defende Serra candidato em SP

(Aécio Neves) Alan Marques -19.abr.2011/Folhapress

Após um almoço com políticos baianos em que discursou como postulante ao Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu que José Serra seja o candidato tucano na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2012.

“[A candidatura do Serra a prefeito] é o sentimento da grande maioria do partido, pela sua liderança, pelas candidaturas que já teve, extremamente competitivo”, disse Aécio.

“Não podemos forçar ninguém a ser aquilo que não quer, mas, no fundo, há uma esperança de que ele seja o candidato.”

A pouco menos de três anos para a próxima eleição nacional, Aécio viajou para a Bahia com uma agenda de presidenciável. Percorreu emissoras de televisão para dar entrevistas, almoçou com oposicionistas e à tarde participou de uma inauguração.

O almoço com o senador mineiro reuniu os principais líderes do DEM no Nordeste, como o deputado ACM Neto (BA) e José Agripino (RN), tucanos da Bahia e até o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), aliado de Dilma e atual vice-presidente da Caixa Econômica Federal.

SOFTWARE PIRATA

Em um discurso de meia hora, Aécio defendeu o legado do governo FHC (1995-2002) e criticou Lula e Dilma Rousseff.

“Se o Brasil hoje é melhor é porque tivemos uma participação em todas as etapas dessa construção. Hoje existe um software pirata rodando no Brasil, o original era nosso. Está na hora de nos prepararmos para de novo assumirmos o poder”, discursou.

Na fala, o senador disse que o modelo petista está “exaurido” e declarou que o governo do PT está “descontrolado” por causa da “corrupção deslavada”.

O tom de presidenciável subiu na etapa final do discurso: “É possível enfrentar os que estão no poder, não temo adversário, o confronto das ideias e não temo a história”.

DILMISTA

Aliado do PT no plano nacional e adversário do partido na política baiana, o peemedebista Geddel Vieira Lima disse que sua presença na reunião dos opositores não sinaliza sua posição política.

“Aécio é meu amigo querido, mas a minha posição política agora e no futuro vai ser definida no acompanhamento ao meu PMDB”, disse.

Em entrevista, Geddel defendeu Dilma das críticas de Aécio sobre corrupção no governo: “A presidente da República está tomando as atitudes que devem ser tomadas, está afastando, não está preservando no governo ninguém acusado de corrupção”.

Com a Folha.com

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