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Começa no RJ depoimento da viúva de milionário da Mega-Sena

Começou por volta das 15h30 desta quinta-feira o depoimento da da ex-cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida, no Tribunal do Júri de Rio Bonito (72 km do Rio).Ela é acusada de mandar matar o marido, o lavrador milionário Renné Senna, depois de ele ganhar R$ 51,8 milhões na Mega-Sena. A morte ocorreu em 2007. Este é o quarto dia do julgamento de Adriana.

Reprodução
O ganhador da Mega-Sena assassinado, René Senna, e a viúva, Adriana Ferreira Almeida
O ganhador da Mega-Sena assassinado, René Senna, e a viúva, Adriana Ferreira Almeida

O interrogatório da ex-cabeleireira é o mais esperado pelos moradores, que lotaram a plenária do fórum de Rio Bonito (72 km do Rio). A previsão é de que o depoimento da viúva dure entre três e quatro horas. Após o interrogatório começam os debates entre acusação e defesa e a expectativa é que a sentença saia na madrugada de sexta-feira.

Antes de Adriana, a amiga dela, Janaína Silva de Oliveira, foi interrogada. Janaína, professora de educação física, é acusada de participar do crime junto com os policiais militares Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral, o China, interrogados no início da madrugada desta quinta-feira. Todos negaram qualquer envolvimento na morte do milionário. Os três também estão sendo julgados.

Pelos últimos dias de julgamento, a promotoria aposta na tese de que Adriana teria encomendado a morte de Renné após uma briga, no dia 4 de janeiro de 2007 (o milionário foi assassinado no dia 7 de janeiro), em que ele prometeu retirá-la do seu testamento.

Já os advogados da viúva argumentam que a briga ocorreu porque Adriana reclamava da presença frequente de Renné em bares sem o acompanhamento de seguranças.

A defesa também procura desqualificar a única filha do milionário, Renata Almeida Senna, dizendo que ela e o pai tinham um relacionamento distante e que ele havia pedido que ela fizesse um exame de DNA para comprovar a paternidade.

O CASO

Senna foi morto em 2007, dois anos após ganhar R$ 51,8 milhões na Mega-Sena. A viúva teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário para cometer o crime.

Deficiente físico –Senna teve as duas pernas amputadas por causa da diabetes–, o ex-lavrador foi morto com quatro tiros na cabeça em um bar em Rio Bonito. Almeida é apontada como a mandante do crime.

O ex-PM Anderson Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os autores dos disparos, foram condenados, em julho de 2009, a 18 anos de prisão pelo assassinato de Senna e pelo crime de furto qualificado.

Em junho o juiz Marcelo Chaves Espíndola, da comarca de Rio Bonito, julgou improcedente o pedido de reconhecimento de união estável entre Almeida e Senna.

Desde a morte de René, a cabeleireira trava uma batalha judicial com Renata Almeida Senna, única filha do milionário, pelos bens deixados pelo ex-lavrador. O pedido de reconhecimento de união estável foi feito pela própria acusada.

Com a Folha.com

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