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Comissão da Verdade vai ‘pacificar’ o país, diz vice-presidente da República

O vice-presidente Michel Temer em ato de aniversário de 46 anos do PMDB (Foto: Agência Senado)

O vice-presidente Michel Temer em ato de

aniversário de 46 anos do PMDB (Foto: Agência
Senado)

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira (14) acreditar que a Comissão da Verdade, criada para investigar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, vai “pacificar o país”.

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff anunciou os sete integrantes do grupo. Eles terão dois anos para produzir um relatório com conclusões e recomendações sobre os crimes cometidos.

“Eu acho que a apuração da verdade dos fatos vai, na verdade, em vez de tumultuar o país, vai pacificar o país”, afirmou Temer. Indagado se a comissão seria uma “revanche” contra os crimes cometidos durante a ditadura militar, o vice-presidente respondeu: “De jeito nenhum. É pacificação.”

Ele também elogiou os nomes escolhidos por Dilma para integrar a comissão. “A Comissão da Verdade tem nomes de muito peso, de muita significação e de muita imparcialidade”, disse.

Os indicados para fazer parte do grupo são: Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal Justiça (STJ), José Carlos Dias, advogado e ex-ministro da Justiça, Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, Claudio Fonteles, ex-procurador-geral da República, Paulo Sérgio, sociólogo, Maria Rita Kehl, psicanalista, e José Carlos Cavalcanti Filho, advogado.

A posse dos integrantes será no dia 16 de maio. Foram convidados para a cerimônia, a ser realizada no Palácio do Planalto, os ex-presidentes da República José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Todos confirmaram presença.

Por lei, a Comissão da Verdade deverá observar a Lei da Anistia (1979), que impede a punição de responsáveis por crimes durante o período da ditadura.

Fonte: Do G1, em Brasília

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