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Confrontos matam 100 em um dia na Síria, diz ONG

Conselho de Segurança da ONU discute plano de paz para a região.
Número de mortos pela repressão pode passar de 6 mil, diz oposição.

A violência provocou pelo menos 100 mortes na Síria nesta segunda-feira (30), incluindo 55 civis que foram vítimas em ações das forças de segurança do governo, em sua maioria na região de Homs, anunciou nesta terça o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Cinquenta e cinco civis morreram, sendo 40 deles em Homs e seus arredores, nove em Deraa, cinco nos subúrbios deDamasco e um em Idleb, informou o OSDH.

Levantes árabes 30/01 (Foto: Editoria de Arte / G1)

Além disso, 10 soldados dissidentes, seis membros das forças de segurança e 25 soldados regulares também morreram na segunda-feira, destacou a ONG.

Há vários dias a violência registra um aumento considerável na Síria.

Nesta terça-feira, diplomatas dos Estados Unidos e de vários países da Europa devem manifestar apoio no Conselho de Segurança da ONU a um plano de paz árabe para o país, proposto pelo Marrocos, apesar da oposição da Rússia.

Membro permanente e com poder de veto, a Rússia, tradicional aliada de Damasco, rejeita esse projeto porque considera que ele ultrapassa os limites de ação da ONU e inclui “pontos inaceitáveis”, como a “ideia de impor certo desfecho ao diálogo político quando este nem sequer começou”, declarou o embaixador russo na organização, Vitaly Churkin.

Na segunda-feira, o ministério sírio das Relações Exteriores afirmou que a que a Síria “continuará sua defesa contra o terrorismo” e acusou os Estados Unidos e os países ocidentais de desejarem espalhar o “caos”.

Desde o início da revolta contra o contestado regime do presidente Bashar al Assad, a repressão deixou milhares de mortos, segundo a ONU. Segundo a oposição, o número de mortes poderia ultrapassar 6 mil.

Soldados sírios desertores se juntam a protesto contra o governo de Bashar em Kafranbel, no dia 29 de janeiro (Foto: Reuters)Soldados sírios desertores se juntam a protesto contra o governo de Bashar em Kafranbel, no dia 29 de janeiro (Foto: Reuters)

Do G1, com agências internacionais

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