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Damas de Branco fazem homenagem a dissidente morto em Cuba

O grupo de opositoras cubanas Damas de Branco prestou homenagem, neste domingo, em Havana, ao preso Wilmar Villar, morto na quinta-feira após 50 dias de greve de fome, e culpou o governo de Raúl Castro por sua morte.

“Hoje é um dia que o povo de Cuba, as Damas de Branco, e a oposição interna em Cuba, estão de luto, visto que perdemos a vida de um jovem de 31 anos, Wilmar Villar (…), um homem digno, um homem que não devia ter morrido”, disse Berta Soler, líder do grupo.

Soler falou para mais de 40 mulheres, que após celebrar a habitual marcha dominical pela 5ª Avenida de Havana, fizeram um minuto de silêncio em memória de Villar.

Alejandro Ernesto/Efe
Damas de Branco fazem protesto com retratos do opositor Wilman Villar, morto na quarta (18) após greve de fome
Damas de Branco fazem protesto com fotos do opositor Wilman Villar, morto na quarta (18) após greve de fome

Operador têxtil de 31 anos, Villar morreu na quinta-feira em um hospital de Santiago de Cuba, 960 km a sudeste de Havana, após 50 dias de greve de fome para exigir sua liberdade, segundo os dissidentes. Ele era membro da opositora União Patriótica de Cuba.

O governo, por sua vez, negou em um comunicado entregue à imprensa que Villar fosse um “dissidente” ou fizesse greve de fome, acrescentando que a pena de quatro anos de prisão sob acusações de desacato, desobediência e atentado, foi devido a uma agressão física contra a esposa, a também opositora Maritza Pelegrino, e a resistir à prisão.

“O governo não o escutou, o deixou morrer, assim como a Orlando Zapata”, disse Soler em alusão ao pedreiro falecido em 23 de fevereiro de 2010, após fazer na prisão uma greve de fome de 85 dias, despertando fortes críticas internacionais contra Cuba e atribuindo uma bandeira política à dissidência.

Porta-vozes oficiais de Estados Unidos, Espanha, União Europeia e Chile criticaram Cuba pela morte de Villar e pediram que o regime respeite os direitos humanos.

DA FRANCE PRESSE, EM HAVANA

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