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Desaceleração da economia é passageira, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta terça-feira (6) que a desaceleração da economia brasileira é “passageira” e que o PIB (Produto Interno Bruto) voltará a crescer no quarto trimestre. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que a economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre.

“Temos o controle da situação. Diferente de outros países cujo crescimento cai fundamentalmente pela falta de mercado e por causa da crise, nós aqui temos a possibilidade da aceleração do crescimento”, afirmou.

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O PIB, em valores correntes, chegou a R$ 1,05 trilhão no período. Na comparação com terceiro trimestre de 2010, porém, a economia cresceu 2,1%.

Com o resultado, o PIB do país acumula alta de 3,2% nos três primeiros trimestres do ano e de 3,7% nos últimos 12 meses (quatro trimestres).

Mantega admitiu que o PIB não crescerá neste ano os 3,8% que o governo previa. Segundo o ministro, a alta ficará em patamar próximo aos 3,2% registrados até setembro. Para 2012, o governo continua estimando um crescimento entre 4% e 5%.

“[Crescer] 3,8% não é mais alcançável”, disse.

Segundo o ministro, a desaceleração registrada no terceiro trimestre é resultado de uma combinação dos efeitos da crise internacional –que desestimula o consumo e o investimento– e das medidas adotadas no fim do ano passado para segurar a economia e a inflação. Mantega, porém, disse que o governo não “pisou demais no freio”.

“O que foi inesperado foi o agravamento da crise internacional, esse é um fator que nós não tínhamos. Tudo isso acaba afetando as expectativas”, ponderou.

Mantega disse ainda que o governo poderá continuar revertendo medidas que foram adotadas para reduzir o crescimento do crédito.

“Aquilo que nós apertamos nós vamos flexibilizar mais”, completou.

Segundo o ministro, o governo continuará com a política de “solidez fiscal”, segurando os gastos públicos no ano que vem. Para ele, a aceleração neste quarto trimestre será comandada pelo setor privado e pelo aumento do crédito.

Com a Folha.com

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