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Desemprego da zona do euro bate recorde em 2011, a 10,4%

Alex Grimm/Reuters

O índice de desemprego nas 17 nações da zona do euro terminou 2011 atingindo 10,4% da população ativa, um novo recorde histórico de alta para o grupo da moeda única desde que ele foi criado em 1999.

De acordo com dados publicados nesta terça-feira pela agência de estatísticas oficiais Eurostat, cerca de 1,65 milhões de pessoas estavam desempregadas no fim do ano passado na zona do euro –uma alta de 751 mil pessoas em relação ao fim de 2010.

A agência afirmou que a taxa em dezembro ficou estável, uma vez que os dados de novembro foram revisados dos estimados 10,3% anteriores para 10,4%, a mesma medição do último mês de 2011. Em dezembro de 2010, o índice estava em 9,5%.

A taxa subiu de forma regular em 2011, com a estagnação do crescimento e a possibilidade de uma recessão.

O país com a taxa de desemprego mais alta continua sendo a Espanha, onde 22,9% da população ativa estava sem trabalho no fim do ano passado. A Grécia vem se aproximando do primeiro lugar, e, em dezembro, seu índice ficou em 19,2%.

Do outro lado da moeda, está a Áustria, com o índice mais baixo, de 4,1% de desempregados.

Considerando os 27 países membros da UE (União Europeia), a taxa de desemprego ficou em 9,9% em dezembro, mês no qual ficou estável, uma vez que a medição de novembro foi revisada um décimo para cima de 9,8%.

O indicador vem aumentando regularmente desde a mínima de 7,1% em 2008, alcançando cerca de 23,6 milhões de pessoas. Economistas dizem que a taxa da UE pode alcançar 11% até meados deste ano.

DADOS NACIONAIS

Na Itália, a agência nacional de estatísticas Istat informou hoje que taxa de desemprego ajustada à sazonalidade aumentou em dezembro para 8,9%, de uma taxa revisada para cima de 8,8% em novembro, atingindo o nível mais alto da série histórica iniciada em 2004.

A taxa de desemprego na Alemanha caiu para 6,7% em janeiro, em números com ajuste sazonal, ante 6,8% em dezembro, informou o Escritório Federal de Trabalho. O número de desempregados diminuiu em 34 mil pessoas em janeiro, após queda de 25 mil em dezembro. O total de desempregados chegou a 3 milhões.

BUSCA POR SAÍDA

Líderes europeus estiveram reunidos na segunda-feira para discutir a busca por uma estratégia que permitisse a retomada do crescimento e a geração de empregos na UE em um momento no qual governos de toda a Europa precisam cortar gastos e elevar impostos para enfrentar seu endividamento

Ao fim da cúpula, os presentes concordaram com a criação de um fundo permanente de resgate financeiro para a zona do euro, e 25 dos 27 países membros deram aval a um pacto de maior disciplina fiscal proposto pela Alemanha, apesar das dificuldades para conciliar a austeridade das contas públicas com o crescimento econômico.

As divergências sobre o limite dessa austeridade, junto à ainda inconclusa negociação de reestruturação da dívida grega com os credores privados, atrapalham os esforços da UE para passar a ideia otimista de que o bloco está superando a crise.

Sem o aval do Reino Unido e da República Tcheca, os líderes dos 25 países restantes aprovaram um pacto que resultará em leis nacionais de responsabilidade fiscal. A decisão foi tomada apesar dos alertas de economistas que acham perigoso restringir tão fortemente os gastos públicos num momento de crise.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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