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Dilma decidirá ‘brevemente’ sobre novo ministro do Trabalho, diz Lupi

Presidente do PDT participou de reunião do Conselho Político do governo.
Segundo ele, três nomes do partido são ‘ventilados’ para ocupar a pasta.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta terça-feira (14) que a presidente Dilma Rousseff deverá chamar “brevemente” o partido para discutir quem será o novo ministro do Trabalho.

Lupi deixou o cargo em dezembro após denúncias de irregularidades. Para o lugar dele, foi nomeado interinamente o secretário-executivo, Paulo Roberto Pinto.

Segundo o presidente do PDT, três nomes estão sendo “ventilados” para a pasta: Manoel Dias, secretário-geral do partido e os deputados Vieira da Cunha (PDT-RS) e Brizola Neto (PDT-RJ).

“Ela [Dilma] ainda não nos chamou para essa discussão, mas deverá chamar brevemente. Há três nomes que estão sendo ventilados, e a decisão é muito para o perfil que ela escolher”, declarou Lupi, que disse ainda não ter preferência. “Os três para mim são iguais, são companheiros”, afirmou.

Lupi conversou com jornalistas após participar da reunião do Conselho Político convocada por Dilma e que teve presença de todos os líderes e presidentes dos partidos que compõem a base aliada do governo.

Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gilberto Carvalho (Secretaria-geral) também compareceram.

Segundo o ex-ministro do Trabalho, o principal assunto da reunião foi a intenção do governo de aumentar o investimento no país.

A relação do Planalto com os partidos da base aliada também foi tratada na reunião, disse Lupi. “No final, [Dilma] deu o recado de que não podem as eleições dividirem base aliada e que não permitirá que a máquina seja usada para beneficiar qualquer partido”, afirmou.

Lupi negou que tenha constrangimento por voltar ao Palácio do Planalto após a demissão. “De jeito nenhum. Eu saio como entrei, de cabeça erguida, consciência tranquila de quem cumpriu seu dever”.

Comissão de Ética
O ex-ministro preferiu não comentar a decisão tomada nesta segunda-feira (13) pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, que determinou a abertura de procedimento preliminar para investigar a conduta do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.

Para Lupi, o mais importante é “garantir o direito de defesa”. Em dezembro do ano passado, a Comissão de Ética Pública recomendou a demissão de Lupi, ocasião em que, disse, não teve oportunidade de se defender. “Eu fui sumariamente julgado, prejulgado, sem nenhuma prova contra mim, que até hoje não existiu”, disse nesta terça-feira.

Do G1, em Brasília

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