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Dilma diz que não deixará indústria ser ‘sucateada’ por guerra cambial

Dilma durante cerimônia de formatura de turma de diplomatas do Instituto Rio Branco (Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência)

Dilma, ao lado do ministro Antonio Patriota, durante

cerimônia de formatura de turma de diplomatas do
Instituto Rio Branco (Foto: Roberto Stuckert Filho /
Presidência)

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (20) que não deixará que a indústria brasileira seja “sucateada” pela desvalorização cambial e pelo que chamou de “guerras comerciais”.

“[O Brasil] não vai deixar a sua indústria, que é uma indústria razoavelmente complexa, ser sucateada por nenhum processo de desvalorização de moedas e nem por guerras comerciais que usam métodos, não muito, eu diria assim, não muito éticos”, afirmou Dilma, em discurso durante cerimônia de formatura da turma de diplomatas de 2010-2012 do Instituto Rio Branco e da cerimônia de Condecoração da Ordem de Rio Branco.

A turma homenageou Milena Oliveira de Medeiros, diplomata acriana de 35 anos que morreuem dezembro após contrair malária em uma viagem à África, a serviço do governo. Milena foi condecorada postumamente durante a cerimônia.

Durante seu discurso, a presidente Dilma Rousseff assegurou que o Brasil passará a ser, além de fornecedor de commodities, também fornecedor de manufaturas. Para isso, disse ela, o país tem de equacionar três “amarras”.

“Nós temos de equacionar três amarras do país. E construir o chamado quarto caminho. As três amarras são: taxa de juros, taxa de câmbio e impostos altos. O caminho é a educação de qualidade”, afirmou.

Sexta potência
A presidente voltou a dizer também que o Brasil só será, de fato, a sexta potência mundial, se a sua população tiver acesso ao crescimento econômico e ao desenvolvimento.

“Somos hoje, e isso é algo extremamente volátil, somos a sexta potência, depende da taxa de câmbio, tem uma variável taxa de câmbio. Mas não é isso que importa. O que importa é que nós sejamos, do ponto de vista do nosso país, do ponto de vista da nossa população, a sexta economia em renda per capita”, declarou.

Fonte: Do G1, em Brasília

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