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Dos 28 intoxicados em curtume de MS, 11 permanecem internados

Oito vítimas estão em Bataguassu e três em Presidente Prudente (SP).
Frigorífico dono do curtume, confirma a morte de quatro funcionários.

Santa Casa de Bataguassu recebe vítimas de vazamento tóxico em frigorífico (Foto: OIlair Nogueira/Bataguassu News)População se aglomera em frente a hospital de Bataguassu em busca de informações das vítimas
(Foto: OIlair Nogueira/Bataguassu News)

Oito vítimas do vazamento tóxico ocorrido na manhã desta terça-feira (31) em um curtume deBataguassu, a 335 km de Campo Grande, continuam internadas em estado estável no hospital da cidade. Outras três vítimas, que foram encaminhadas para a Santa Casa de Presidente Prudente, estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

De acordo com o secretário de saúde de Bataguassu, José Sebastião de Andrade Junior, na manhã desta terça, 28 pessoas foram atendidas no hospital da cidade. As vítimas que continuam na unidade estão com lesões neurológicas leves e lesões no aparelho respiratório.

A assessoria de imprensa da Santa Casa de Presidente Prudente informou, no fim da tarde de hoje, que dois funcionários do curtume, um de 24 e outro de 39 anos, estão sedados e respiram com a ajuda de aparelhos. A terceira vítima que também está na UTI, um homem de 36 anos, respira sem a ajuda de aparelhos e apresenta sintomas neurológicos leves.

A equipe do Corpo de Bombeiros especializada em acidentes com produtos químicos, que saiu de Campo Grande por volta das 14h30 desta terça-feira (31), realiza a coleta de amostras de materiais que estão depositados em tanques no curtume. A avaliação poderá indicar as causas do vazamento.

Militares de Bataguassu, Três Lagoas, Nova Andradina e Campo Grande trabalham no local. No total 17 homens e um oficial da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul estão na região. Cinco viaturas e 1 aeronave de resgate também estão no local. De acordo com os bombeiros, roupas de proteção individual e detector de gases são utilizados pelos militares.

O acidente
Segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, ao contrário das informações preliminares divulgadas pela corporação no início da tarde, o produto que teria provocado o acidente não foi o ácido dicloro propiônico e sim uma substância química utilizada para retirar pelos do couro de bovinos.

De acordo com os bombeiros, era essa substância que um funcionário descarregava em um tanque submerso, quando percebeu que houve uma reação química no recipiente, provocando grande volume de gás.

Ainda conforme os bombeiros, três funcionários que estavam em uma estrutura acima do local onde a substância era descarregada, caíram desmaiados e um quarto tentou descer pelas escadas mas não conseguiu.

O Corpo de Bombeiros aponta ainda que o homem que descarregava o produto ainda conseguiu fechar a válvula que liberava a substância no tanque antes de se afastar e que funcionários próximos do local começaram a apresentar mal-estar, logo em seguida.

Em nova nota divulgada no fim da tarde desta terça-feira, a assessoria do Grupo Marfrig confirmou ao G1 a morte dos quatro funcionários e que três foram removidos para Presidente Prudente (SP).A empresa informa que que houve uma reação química decorrente de manipulação de insumos.

Confira a nota na íntegra:

A Marfrig informa que o acidente envolvendo a unidade de curtume no município de Bataguassu (MS) já foi controlado. Três funcionários atingidos foram removidos para Presidente Prudente (SP), estão estáveis e sem risco de morte, e os demais estão sendo atendidos pela Santa Casa local.

Alguns já foram liberados e outros permanecem em observação. Quatro funcionários da unidade vieram a óbito. O curtume foi evacuado e, em conjunto com a polícia civil e técnica, causa do acidente está sendo apurada. Informações preliminares indicam que houve uma reação química
decorrente de manipulação de insumos inerentes da atividade de curtume.

Executivos da empresa estão no local empenhados na prestação de atendimento aos funcionários atingidos e suas famílias. A unidade frigorífica de Bataguassu, próxima ao curtume, não foi atingida pelo acidente e continua funcionando normalmente. Assim que as informações estiverem esclarecidas a empresa voltará a informar.

Grupo Marfrig

Com Do G1 MS

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