Willames Costa

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Eduardo, o poderoso

Não é novidade para ninguém, que um dos sonhos políticos , nutrido pelo governador Siqueira Campos(PSDB), é fazer de seu filho, José Eduardo Siqueira Campos, Governador do Tocantins. Para isso, investiu nele para deputado federal,em 1988 e 1990. Em 1992, fez dele, prefeito de Palmas. Em 1998, o elegeu para Senador da República, mandato que exerceu por oito anos. Em 2006, tentou reelegê-lo para o Senado, mas não conseguiu. Durante todo este período, Siqueira colocou o projeto de Eduardo-Governador, à frente de todos os outros.

Agora, ao voltar ao Governo, Siqueira não escondeu de ninguém as suas intenções políticas. Ao contrário: foi claro e cristalino em todos os seus gestos, montando um Governo com quadros técnicos e cuidadosamente escolhidos por ele e Eduardo. Aliás, antes disso, mandou Eduardo para Minas Gerais, onde viu de perto o modelo Aécio/Anastasia(PSDB), também conhecido como choque de gestão.

Entregou para Eduardo a Secretaria de Planejamento, com poderes políticos e econômicos. Portanto, não há como alguém reclamar de que Siqueira Campos não tenha sido transparente em seu projeto político. Com perdão do trocadilho, mas foi transparente dos dois jeitos: na clareza dos atos e na transferencia de poder, de um parente para outro.
Esta semana, a oposição, com a Assembleia fechada, tentou fazer um barulho para condenar um Decreto do governador Siqueira Campos, que concede ao seu filho-secretário, o poder de movimentar e modificar a aplicação de até 40% do Orçamento.

Particularmente, acho que a oposição está no papel dela, que é fiscalizar as ações do Governo, e uma dessas formas é levar ao conhecimento da população, o que está acontecendo , principalmente aquilo do qual não concorda. É o papel da oposição.

Por outro lado, o governador Siqueira Campos não está fazendo nada de anormal, dentro do seu projeto político e também dos costumes praticados nestes 22 anos do Tocantins. Primeiro porque, ao dar total autonomia para Eduardo,no Planejamento, lhe conferiu poderes para elaborar os 100% original do Orçamento. Daí, poder remanejar 40%, nada de anormal do ponto de vista técnico.

Do ponto de vista dos costumes, o próprio Siqueira Campos, em seus governos anteriores, mexia e remexia nos orçamentos quando bem entendia. Mexia no que podia e até no que não podia. E que diga os prefeitos destas épocas, com os seus repasses constitucionais das parcelas de ICMS.

Os outros governantes também não foram diferentes nos atos. Só nos discursos. Moisés Avelino, tinha uns “cumpadres” de Paraíso, que decidiam tudo nos finais de semana. Muitas vezes, mudavam até o que já estava decidido nas reuniões com os secretários.

Marcelo Miranda governou fazendo as vontades do pai, que atendia os pedidos do filho jr. Portanto, essa questão de remanejamento de orçamento, não foi impedimento para nada.

E Carlos Gaguim ,também do PMDB, entregou os cargos para os seus eleitores da Assembleia Legislativa, mas só fazia o que o Dito e o Pablo queriam.
Quanto a mudança no setor burocrático, Eduardo Siqueira tomou uma atitude importante. Se os processos nascem com o despacho do Governador com os secretários, não há razão para ficar fazendo esse vai-e-volta ao Gabinete. Da forma anterior, além de engessar as ações do Governo, acabava por desmoralizar os secretários de cada pasta, que nunca sabia com quem despachar, e o que.

Agora, vai acabar aquela famosa lista que passeava por todos os cantos. Empresas prestadoras de serviços, ficavam nas mãos dos burocratas, que a toda hora entrava e saia da lista. Até na hora de mandar para o banco, na Secretaria da Fazenda, ainda se fazia troca de fornecedores. E o que é pior: quando se elabora a primeira lista,os cobradores já começam as conversas de corredores e as “visitas”.
Trocando, em miúdos, o secretário Eduardo Siqueira, que antes tinha o poder-apalavrado, agora tem em mãos também o poder oficialmente decretado, para pavimentar o seu próprio caminho ao Governo do Tocantins, em 2014. Se vai conseguir chegar lá, é uma outra história, mas o poder esta agora oficialmente em suas mãos.
É, pois é. É isso aí.

Com ojornal.net

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