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Em cúpula, moeda chinesa causa troca de farpas entre EUA e China

Larry Downing/Reuters

O presidente americano, Barack Obama, manifestou “impaciência e frustração” e trocou farpas neste domingo com seu colega chinês, Hu Jintao, em uma tensa conversa sobre política econômica durante a cúpula Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), no Havaí.

Os EUA vêm cobrando da China uma revisão de sua política monetária, argumentando que Pequim mantém o yuan artificialmente desvalorizado para impulsionar suas exportações.

“Ele deixou claro que as pessoas e a comunidade empresarial americanas estão cada vez mais impacientes e frustrados com o estado das mudanças na política econômica na China e a evolução da relação econômica entre Estados Unidos e China”, afirmou Michael Froman, assessor adjunto de Segurança Nacional, depois de uma reunião dos dois dirigentes no Havaí.

Pouco antes de sua reunião com Hu, Obama advertiu à China que deve “respeitar as regras” de concorrência em termos de comércio internacional e proteção da propriedade intelectual.

A China também elevou o tom das críticas e disse que prefere manter as relações comerciais com os EUA dentro da arquitetura atual do comércio internacional, e que não será subjugada aos esforços americanos de aumentar sua penetração nos mercados da Ásia e do Pacífico.

Hu insistiu ainda que o status chinês de potência global emergente indica que o país precisa de mais poder nas estruturas internacionais.

Para Obama, a melhor vantagem dos Estados Unidos no mercado global é a inovação e a proteção dos direitos de propriedade intelectual, segundo declarou em um evento à margem da cúpula Apec no Havaí, aludindo às falsificações de produtos no gigante asiático e ao não respeito às patentes neste mercado.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos, principal incentivador do Acordo de Livre Comércio Transpacífico (TPP), não rejeitou explicitamente a participação da China neste acordo, mas advertiu que a mesma deve ser acompanhada de altos níveis de transparência e liberdade, áreas nas quais Pequim é criticado com frequência.

Obama disse neste sábado que o TPP deve ser concluído em 2012, pouco depois de anunciar que seus nove países negociadores alcançaram um acordo “em linhas gerais”.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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