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Em dia de atentado, repressão mata 19 pessoas na Síria

Pelo menos 19 pessoas morreram nesta sexta-feira na repressão das forças do regime do ditador sírio Bashar al Assad, sete delas na província de Damasco, de acordo com os ativistas opositores dos Comitês de Coordenação Local (CCL).

Eles afirmam que quatro pessoas perderam a vida em Harasta e outras três nas localidades de Qadsiya, Zabadani e Damir. Em Homs, no centro do país, outros três oposicionistas e três soldados desertores, foram mortos pelas forças de segurança do regime. De acordo com os manifestantes, os soldados foram mortos em Rastan após se recusarem a disparar contra os ativistas.

Ainda perderam a vida cinco pessoas em Hama (centro) e um em Idleb (noroeste). A repressão acontece no mesmo dia em que pelo menos 11 pessoas morreram em um atentado na capital Damasco causado por homem-bomba.

  France Presse  
Manifestantes protestam em Damasco; repressão do governo de Bashar al Assad causou morte de 19 na Síria nesta sexta
Manifestantes protestam em Damasco; repressão do governo de Bashar al Assad causou morte de 19 na sexta

ACUSAÇÃO

Ainda não foi confirmada a autoria do ataque, mas o Exército Livre Sírio afirmou que não está por trás da ação. O grupo acusa o regime do ditador Bashar al Assad de organizar a ação “a fim de prejudicar os protestos pacíficos”.

“O atentado é obra dos serviços secretos sírios para falsificar a realidade da revolução e aterrorizar os manifestantes”, afirmou o subcomandante do grupo, Malik Kurdi.

Ele ainda apontou como indícios de envolvimento do regime no ataque o fato de ter sido no bairro de Midan, ponto de encontro de opositores ao ditador em Damasco, e por ter ocorrido dois dias antes da divulgação do primeiro informativo da missão da Liga Árabe.

  Associated Press  
Local de explosão em bairro de Damasco; opositores acusam governo de fazer ataque para 'falsificar realidade
Local de explosão em bairro de Damasco; opositores acusam governo de fazer ataque para ‘falsificar realidade’

HIZBOLLAH

Já o grupo xiita libanês Hizbollah atribuiu a “forças do mal” dos Estados Unidos o atentado que ocorreu na capital. Em comunicado, a entidade diz que o ataque faz parte de um plano para ocultar o fracasso americano no Iraque e é “uma prova de que sabotaram a segurança e a estabilidade da Síria”.

O grupo, que é um aliado do ditador Bashar al Assad, diz que a ação é “uma tentativa americana de internacionalizar a situação na Síria, já que estão alarmados pelas tentativas de resolver os problemas do país e salvar o povo sírio de um banho de sangue”.

O ministro de Relações Exteriores do Líbano também afirmou que está começando uma etapa perigosa que abrirá “um precedente para atentados terroristas que ultrapassarão as fronteiras”.

NÚMEROS

As informações sobre o número de mortos no atentado ainda são desencontradas. Em entrevista à agência espanhola Efe, o ministro do Interior sírio, Mohamed Shaar, afirmou que 11 pessoas teriam morrido, enquanto a agência de notícias estatal SANA afirma que são 25 os que perderam a vida.

O regime qualificou como “terrorista” a ação. “Uma explosão terrorista atingiu a praça Al Midan, em Damasco, causando dezenas de vítimas entre civis e forças de segurança”, relatou a agência. “A maior parte [dos atingidos] foram civis”.

De acordo com o governo sírio, o atentado ocorreu próximo a uma escola de ensino básico. “O atentado aconteceu em um bairro popular perto de uma escola, em uma área repleta de pessoas”.

DA EFE, NO CAIRO (EGITO)

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