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Em meio a crise, Grécia vai convocar eleição antecipada para 6 de maio

Autoridades da Grécia vão convocar nesta quarta-feira (11) uma eleição antecipada para o dia 6 de maio, iniciando uma campanha que pode terminar sem um resultado conclusivo, e que ameaça a implementação de um plano de austeridade imposto por credores internacionais em troca de ajuda financeira ao país.

Esta será a primeira eleição na Grécia desde a explosão da crise de dívida, no final de 2009, que levou o país à pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

Os partidos Nova Democracia (conservador) e Pasok (socialista) -que apóiam o governo interino do primeiro-ministro tecnocrata Lucas Papademos- sofreram um desgaste de popularidade por causa do aval ao plano da União Europeia e do FMI, que determina impopulares medidas de austeridade. Em função disso, os dois partidos podem não conseguir votos suficientes para formar uma nova coalizão.

Pesquisas mostram que pequenos partidos contrários às medidas, que incluem redução de salários e pensões, estão crescendo.

Gabinete grego reúne-se nesta quarta-feira (11) em Atenas. (Foto: AFP)Gabinete grego reúne-se nesta quarta-feira (11) em Atenas. (Foto: AFP)

Em nota, o gabinete de Papademos disse que ele pedirá ao presidente Karolos Papoulias na tarde desta quarta-feira para que dissolva o Parlamento e convoque eleições. Uma fonte oficial antecipou à Reuters que a data de 6 de maio deve ser escolhida para a votação, conforme já se especulava nos últimos dias.

Uma reunião ministerial também nesta quarta-feira irá discutir, além da antecipação das eleições, medidas para injetar capital nos bancos, condição vital para a retomada do crescimento econômico.

Da Reuters

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