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Em Riad, Hillary promete ajuda para segurança do golfo Pérsico

Os Estados Unidos vão trabalhar com os países do golfo Pérsico para fortalecerem as defesas em comum contra ameaças como o Irã, disse a secretária de Estado Hillary Clinton neste sábado.

A especulação sobre as ambições nucleares de Teerã é motivo de preocupação para os países de maioria sunita do golfo Pérsico, para os quais o Irã –de maioria xiita– tem sido há muito tempo um inimigo.

Fayez Nureldine/France Presse
Ministro saudita de Relações Exteriores, Saud al Faisal, ao lado de Hillary Clinton em Riad
Ministro saudita de Relações Exteriores, Saud al Faisal, ao lado de Hillary Clinton em Riad

“O comprometimento dos Estados Unidos com as pessoas e os países do golfo é sólido e permanente. Nossas fortes relações bilaterais são uma rocha de estabilidade na região”, disse Hillary em comunicado no encontro de abertura de um fórum de segurança.

SANÇÕES AO IRÃ

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que aprova as sanções aplicadas pelo país ao petróleo iraniano, após avaliar a oferta de combustíveis no mercado mundial. A medida abre um precedente para que os americanos sancionem os países que ainda compram petróleo de Teerã.

“Vou monitorar a situação de perto para assegurar que o mercado possa continuar a acomodar a redução nos estoques de petróleo e derivados provenientes do Irã”, afirmou o presidente.

Em comunicado, Obama disse que alguns países estão aumentando a produção petrolífera e “existem reservas estratégicas” para suprir o fornecimento, o que o fez chegar a aprovação. A intenção é pressionar o país persa a suspender o programa nuclear, suspeito de desenvolvimento de armas atômicas.

A nova medida permite que os Estados Unidos possam restringir a partir de junho as transações de bancos estrangeiros relacionadas com o comércio petrolífero iraniano para retirá-las do sistema financeiro americano, assim como já acontece com o Banco Central do país persa.

“Hoje notificamos todas as nações que continuam a importar petróleo ou derivados do Irã que eles têm três meses para reduzir de forma significativa suas compras ou correm o risco de sofrer severas sanções em seus sistemas financeiros”, afirmou o senador Robert Menendez, um dos autores da lei.

DA REUTERS, EM RIAD

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