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Emissário da ONU Kofi Annan irá em breve à Síria em crise, diz porta-voz

O mediador da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, irá “em breve” ao país, que se vê castigado por um sangrento conflito interno há 15 meses, informou nesta sexta-feira (18) seu porta-voz, Ahmad Fawzi.

“Espera-se em breve sua visita”, declarou Fawzi, durante um encontro com a imprensa.

“Já dissemos que o emissário estuda um convite para ir à Síria”, disse.

Por sua vez, Fawzi disse que um adjunto de Annan também deve ir ao país. No entanto, o porta-voz não quis dar detalhes sobre seu plano de viagem “por razões de segurança”.

No país, a violência continua, apesar da presença dos observadores da ONU, mobilizados no cumprimento do plano de paz traçado por Annan e para vigiar uma trégua que é violada permanentemente desde sua entrada em vigor, em meados de abril.

Os militantes, que tentam desesperadamente fazer com que os mais de 200 observadores sejam testemunhas da violência, convocaram manifestações como nas outras sextas-feiras para pedir a queda do regime do presidente Bashar al Assad e para homenagear os estudantes de Aleppo que protestaram na quinta-feira.

Garoto participa de protesto contra o regime do presidente sírio Bashar al Assad nesta quinta-feiras (17) em Amã, na Jordânia (Foto: AFP)Garoto participa de protesto contra o regime do presidente sírio Bashar al Assad nesta quinta-feiras (17) em Amã, na Jordânia (Foto: AFP)

Em Genebra, o porta-voz de Kofi Annan convocou mais uma vez todas as partes a parar com a violência e a iniciar um diálogo político. Também pediu mais unidade do Conselho de Segurança da ONU e da comunidade internacional porque “o plano Annan é o único plano na mesa de negociações neste momento”, lembrou.

Por sua vez, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, considerou na quinta-feira que a Al-Qaeda pode ser responsável pelos recentes atentados na Síria.

Interrogado sobre as declarações do chefe da ONU, Fawzi não fez comentários, mas lembrou que Annan havia mencionado a presença de “um terceiro elemento” na Síria.

“Não pudemos verificar qual é este elemento. Estamos fazendo isso”, disse.

Desde o início da revolta, em março de 2011, mais de 12.000 pessoas morreram na Síria, em sua maioria civis, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Da AFP

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