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EUA exortam Rússia a apoiar condenação à Síria na ONU

O Departamento de Estado dos EUA exortou nesta terça-feira a Rússia a apoiar, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, medidas que condenem o regime do ditador sírio Bashar al Assad. “Chamamos outra vez a nossos parceiros no Conselho de Segurança a se mobilizarem para apoiar os inocentes da Síria, incluindo a Rússia”, disse Victoria Nuland, porta-voz do órgão americano.

O pedido chega um dia após a alta comissária para os direitos humanos da ONU, Navi Pillay, ter apresentado um relatório ao Conselho de Segurança mostrando que o número de mortos pela repressão na Síria já passa de 5.000.

Mais cedo, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, classificou como “imoral” a atitude dos países ocidentais que acusam a Rússia de bloquear uma resolução da ONU condenando a Síria, dizendo que as potências deveriam pressionar os extremistas sírios.

“Os que se negam a pressionar a parte extremista e armada da oposição são os mesmos que nos acusam de bloquear o trabalho no Conselho de Segurança da ONU. Considero que a posição é imoral”, disse Lavrov.

Ele também reiterou a posição russa sobre o tema sírio, destacando que o Conselho de Segurança não deve estigmatizar apenas o regime de Bashar Assad.

“Nossos interlocutores não querem condenar as violências dos grupos armados extremistas contra as autoridades legais da Síria”, destacou.

Denis Sinyakov/Reuters
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, em entrevista após encontro em Moscou nesta terça
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, em entrevista após encontro em Moscou nesta terça

Segundo o ministro russo, o objetivo dos opositores é “provocar uma catástrofe humanitária na perspectiva de uma ingerência estrangeira no conflito”.

Lavrov também considerou “ruim” a decisão dos Estados Unidos e dos países europeus de impor sanções contra Damasco, estimando que elas teriam “consequências negativas para a população”.

Na segunda-feira, a França considerou que o Conselho de Segurança da ONU “é moralmente responsável pelo que ocorre hoje na Síria” e que seu “silêncio” é um “escândalo”. A Alemanha, por sua vez, estimou que é “necessário que os países do Conselho de Segurança que ainda vacilam, que mudem de opinião”.

Os membros do Conselho de Segurança não conseguiram aprovar uma resolução que condene a repressão na Síria, devido ao veto da Rússia e da China, no dia 4 de outubro.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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