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Famílias divididas pela Guerra da Coreia se reencontram

O norte-coreano Lee Youn-geun abraça sua irmã sul-coreana, Lee Sun-hyang, durante a reunião das famílias separadas pela guerra  no monte Kumgang, na Coreia do Norte, em 20 de fevereiro Foto: Reuters
O norte-coreano Lee Youn-geun abraça sua irmã sul-coreana, Lee Sun-hyang, durante a reunião das famílias separadas pela guerra no monte Kumgang, na Coreia do Norte, em 20 de fevereiro
Foto: Reuters

Oitenta e dois 82 idosos sul-coreanos, alguns com problemas graves de saúde, participaram nesta quinta-feira de um emocionante encontro com seus parentes norte-coreanos no monte Kumgang, Coreia do Norte, 60 anos depois da separação provocada pela Guerra da Coreia (1950-1953).

O primeiro encontro desde 2010 de famílias coreanas separadas pela guerra começou às 15h00 local (3h00 de Brasília) com uma grande cerimônia, em um salão localizado no monte Kumgang, informou o ministério sul-coreano da Unificação.

Dez ônibus escoltados por veículos da polícia saíram do porto sul-coreano de Sokcho poucas horas antes em direção ao monte Kumgang.

Alguns participantes têm problemas graves de saúde. Mais de 10 deles se deslocam em cadeiras de rodas e duas idosas viajaram de ambulância.

Os 82 sul-coreanos se reuniram com 180 familiares norte-coreanos em um encontro emotivo, após mais de 50 anos sem notícias. “Penso que quando olhar para o seu rosto, não vou conseguir acreditar”, disse Kim Dong-Bin, de 81 anos, horas antes do encontro com a irmã mais velha.

Irmãos se reencontram após 60 anos separados
Irmãos se reencontram após 60 anos separados

“Não sei se vou conseguir reconhecê-la imediatamente. Faz tanto tempo que não nos vemos”, completou.

Os participantes, selecionados por sorteio, levaram presentes, remédios, fotos e vídeos para entregar aos parentes do Norte.

“São coisas difíceis de encontrar na Coreia do Norte”, disse Kim Se-Rin, de 85 anos.

O encontro entre famílias continuará no próximo domingo, quando 88 norte-coreanos se reunirão com 361 familiares sul-coreanos.

As negociações entre Seul e Pyongyang tornaram possíveis os encontros, os primeiros desde 2010.

A Coreia do Norte concordou com a reunião depois de ter exigido, em vão, que a Coreia do Sul anulasse as manobras militares conjuntas com os Estados Unidos previstas para os próximos dias.

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