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Feministas ucranianas voltam a tirar a roupa como forma de protesto

Ativistas do grupo feminista ucraniano Femen voltaram a tirar suas roupas neste sábado, em frente ao Parlamento búlgaro, para protestar contra a violência doméstica e o tráfico de pessoas.

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As ucranianas Oxana Shachko e Inna Schevschenko, além de mais uma ativista búlgara que não quis se identificar, optaram por tirar a roupa e fazer parte do protesto mesmo com o frio de quase zero grau na capital búlgara.

“Prisão aos agressores”, gritavam as mulheres, que, em seguida, chegaram a dar leves socos em vários jornalistas que cobriam o protesto para exemplificar, argumentaram as jovens, como sofrem as mulheres vítimas de violência doméstica.

Vassil Donev/Efe
Ativistas do grupo Femen protestam em frente ao Parlamento búlgaro contra a violência doméstica e o tráfico de pessoas
Ativistas do Femen protestam em frente ao Parlamento búlgaro contra violência doméstica e tráfico de pessoas

“Nosso Deus é mulher, nossa missão é o protesto e nossas armas são os seios. Mostrar os seios é o único modo de ouvirem nossa voz e, por isso, nós os mostramos”, explicou uma das ucranianas.

As mulheres da Femen são reconhecidas por suas provocativas ações em defesa dos direitos da mulher. Segundo o grupo, uma em cada quatro mulheres búlgaras é vítima da violência doméstica, um número que pode ser mais alto, já que muitas mulheres não denunciam os maus tratos à polícia.

Criada em 2008, a Femen diz ter 300 militantes apenas na Ucrânia e já perdeu a conta de quantas manifestações realizou.

Apenas nos últimos meses, elas já protestaram contra a prostituição, o turismo sexual, o álcool, os cortes dos serviços sociais voltados para a população, contra projeto que prevê o aumento da idade de aposentadoria para as mulheres e contra o julgamento da ex-premiê ucraniana Yulia Tymoshenko.

O grupo passa atualmente por um processo de internacionalização. Recentemente algumas viajaram até a Itália para protestar contra o então premiê Silvio Berlusconi.

Há também iniciativas em outros países. Nos EUA, duas militantes americanas protestaram em Nova York contra a violência policial contra o movimento “Ocupe Wall Street”.

Para financiar os protestos, a Femen aceita doações e passou a vender objetos com a marca do grupo. Os artigos incluem bolsas, canecas e até pinturas feitas com os seios.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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