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General da Síria é morto por “terroristas” em Damasco, diz agência

Um general de brigada do Exército da Síria foi morto neste sábado por um atirador em Damasco, de acordo com informações divulgadas pela agência estatal SANA.

Segundo a reportagem, Issa al Khouli foi morto por um “um grupo terrorista armado”, no bairro de Rukneddine. A agência informa que ele é o militar de patente mais alta a ser morto desde o início dos conflitos no país contra o regime de Bashar al Assad, em 11 meses.

A morte do militar acontece no mesmo dia em que pelo menos quatro pessoas perderam a vida em operações com tanques e contra bairros dominados pela oposição na cidade de Homs, de acordo com ativistas.

Consultado pela agência de notícias Reuters, um ativista da oposição disse que quatro pessoas morreram em ataques ao bairro de Bab Amro, enquanto os Comitês de Coordenação Local revelaram à agência Efe que pelo menos seis pessoas perderam a vida na cidade, sendo outras duas no bairro de Jalidiya.

A organização também afirma que em Duma, na periferia de Damasco, forças leais a Assad disparam próximo a um estádio.

As mortes não podem ser verificadas de forma independente, devido às restrições que a Síria impõe ao acesso de jornalistas internacionais independentes.

ATENTADO

O regime de Bashar al-Assad acusou países árabes e ocidentais, sem nomeá-los, de apoiarem os autores dos dois atentados de ontem em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, nos quais morreram 28 pessoas, informou neste sábado a agência de notícias oficial síria “Sana”.

A agência publica uma carta do Ministério das Relações Exteriores sírio dirigida à Secretaria Geral e ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, à Liga Árabe e à Organização de Cooperação Islâmica na qual denuncia que o ataque ocorreu “no marco de uma campanha injusta” contra a Síria.

Segundo o ministério, essa campanha é apoiada e financiada por alguns países da região e encorajada pela imprensa, que respaldam grupos terroristas que matam “civis inocentes”.

A carta acrescenta que o ataque foi executado por “partes apoiadas por países árabes e ocidentais” com o objetivo de abalar a segurança da Síria e a de seus cidadãos.

O ministério ressaltou que alguns Estados da região “lideram uma campanha de mobilização regional e internacional contra a Síria com argumentos humanitários, enquanto abrigam grupos terroristas armados que adotam o assassinato como forma de alcançar suas metas destrutivas”.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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