Willames Costa

Compromisso com a informação

Destaque

Gilberto Carvalho diz não temer que caso Cachoeira chegue ao Planalto

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta terça-feira (10) não temer que as denúncias envolvendo o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira atinjam o Palácio do Planalto. A afirmação se refere à suposta relação do assessor da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Olavo Noleto, com um ex-vereador, suspeito de integrar o grupo de Cachoeira.

Segundo reportagem do jornal “O Globo”, o relatório da Polícia Federal sobre a Operação Monte Carlo – que resultou na prisão de Cachoeira – mostra registro de um contato telefônico entre o servidor e Wladimir Garcez, então presidente da Câmara Municipal de Goiânia, apontado pela PF como número dois na hierarquia do grupo do bicheiro.

Olavo Noleto é subchefe de Assuntos Federativos da SRI, pasta comandada por Ideli. Cachoeira foi preso pela Polícia Federal em fevereiro sob suspeita de chefiar esquema ilegal de jogos em Goiás.

“Nós estamos muito seguros. O Olavo é uma pessoa muito séria, conhecemos o passado dele, então não temos nenhum receio de nenhum respingo aqui”, declarou Carvalho em conversa com a imprensa no Palácio do Planalto.

O ministro contou que se reuniu com Noleto no dia 2 de abril – antes da publicação das denúncias – para ouvir explicações. O servidor negou conhecer Cachoeira e disse que o único contato feito com Wladimir Garcez teria ocorrido em 2010. A conversa seria sobre um possível apoio do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) à campanha da então candidata à presidência, Dilma Rousseff.

“Apoio que depois não se efetivou até porque o DEM lançou na época como vice o Índio da Costa. Ele [Olavo Noleto] nos assegurou que o único contato que ele tinha tido com o ex-presidente da Câmara […] tinha sido dessa natureza. Nenhum outro contato”, explicou Carvalho.

Carvalho reiterou a confiança em Noleto e lembrou que a função do servidor é a de receber parlamentares e governadores. “Ele assegurou para a gente, Então, para nós, esse assunto é página virada. […] Para nós esse assunto não existe”, disse.

O ministro disse ainda que não vê razão para temer a possível abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. “Acho que não é porque teve um deputado do PT que teve contato com esse pessoal que a gente deva deixar de fazer as investigações”. O deputado petista Rubens Otoni (GO) também é citado no relatório da PF.

“Mas eu não vejo razão nenhuma para temer. Já passamos por várias CPIs, sabemos do que se trata, e não temos que ter temor nenhum nesse sentido neste momento”, declarou.

SRI nega afastamento
Mais cedo, a assessoria de comunicação da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República divulgou nota em que nega suposto envolvimento de Olavo Noleto com Cachoeira.

Segundo a nota divulgada pela SRI, são “infundadas as informações sobre eventual afastamento” do servidor, “já que não existe qualquer indício de irregularidade em relação à sua conduta que possa justificar seu afastamento”.

A SRI negou ainda que tenha havido uma reunião entre Noleto, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e a ministra Ideli Salvatti. Segundo o jornal “O Globo”, os ministros teriam se encontrado com o servidor, que teria afirmado conhecer Cachoeira, mas negado envolvimento com sua quadrilha.

Ainda de acordo com a publicação, na conversa com Ideli e Carvalho, Noleto disse que o bicheiro lhe ofereceu um tablet de presente, mas que recusou a oferta.

Servidor se manifesta
O servidor Olavo Noleto também divulgou nota, na tarde desta terça (10), em que negou ter contato com Carlinhos Cachoeira. “Jamais conversei, conheci ou fui apresentado a Carlinhos Cachoeira”, diz a nota.

Noleto esclarece que foi chefe de gabinete do ex-prefeito de Goiânia Wilson Guimarães no mesmo período em que Garcez era presidente da Câmara Municipal. “Em virtude das minhas obrigações profissionais, conheci e convivi com Garcez durante os dois anos em que estive na Prefeitura de Goiânia”.

Fonte: Do G1, em Brasília

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *