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Goleada do Barça reforça superioridade europeia na era Fifa

A goleada aplicada pelo Barcelona sobre o Santos, ontem, em Yokohama, colocou a Europa em vantagem sobre a América do Sul no Mundial de Clubes e consolidou a hegemonia do Velho Continente desde que a competição ganhou a chancela da Fifa.

Das oito edições organizadas pela entidade e abertas para representantes de todos os cantos do planeta, cinco tiveram títulos europeus.

Editoria de Arte/Folhapress
Todos os campeões mundiais de clubes
Todos os campeões mundiais de clubes

E foram justamente as cinco últimas. Milan (2007), Manchester United (2008), Inter de Milão (2010) e Barcelona (2009 e 2011) trataram de fazer com que sul-americanos igualassem seu jejum mais duradouro de conquistas em 52 anos de disputa.

Entre 1995 e 1999, quando o Mundial se limitava a uma partida única em território japonês reunindo os campeões europeu e sul-americano, também foram cinco triunfos consecutivos do continente que possui os clubes de futebol mais ricos e poderosos.

A maior sequência de sucessos ainda pertence à América do Sul, que conseguiu emplacar sete campeões consecutivos entre o fim dos anos 1970 e o começo dos 1980. Era uma época em que a diferença financeira era menor e que o próprio poderio econômico era menos determinante para os resultados em campo, o que permite que a vantagem dos europeus no número de troféus ainda seja pequena (26 a 25).

Mas, nas últimas temporadas, o fosso que separa os times dos dois continentes só dá indícios de crescimento.

Até os brasileiros, únicos sul-americanos que conseguiram vencer o torneio da Fifa (Corinthians, 2000, São Paulo, 2005, e Internacional, 2006) e que ainda faziam frente à hegemonia europeia, começaram a sucumbir e acumular resultados vexatórios.

No ano passado, o Inter caiu para o africano Mazembe nas semifinais e, pela primeira e única vez na história, o Mundial não foi decidido em um confronto entre América do Sul e Europa. Ontem, o Santos, campeão da Libertadores, ficou inerte ante o vistoso futebol do Barcelona e perdeu por 4 a 0.

Foi a maior goleada em finais de Mundial dos últimos 50 anos e também a segunda derrota mais elevada sofrida por uma equipe sul-americana em toda competição (em 1960, o Real Madrid aplicou 5 a 1 no uruguaio Peñarol).

E igualou ainda os placares mais elevados do torneio na “era Fifa”. Ou seja, nem os representantes da Oceania, quase sempre semiprofissionais, ainda que poupados de jogos contra europeus, conseguiram fazer pior.

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Com a Folha.com

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