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Governo agora quer acordo para votar fundo do servidor após carnaval

Segundo líder na Câmara, conflito para votar projeto ‘vai continuar’.
Na quarta-feira, oposição ameaçou obstruir a pauta para não votar proposta.

Governo quer acordo para votar fundo (Andre Dusek/AE)

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou na tarde desta sexta-feira (10) que o conflito entre governo e oposição sobre a votação do projeto que cria o fundo de previdência dos servidores (Funpresp) vai continuar.

“Ele [Marco Maia] explicou que não queria iniciar os trabalhos com um confronto entre governo e oposição […] Ele queria adiar o conflito. O conflito vai continuar. Não tem negociação mais. Eu prevejo que a votação vai demorar umas quatro, cinco horas”, disse o líder do governo.

Pressionada pelo Palácio do Planalto, parcela da base aliada tentou colocar em votação na última quarta-feira a proposta. No entanto, o projeto foi retirado de votação pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS) após ameaça de obstrução da pauta.

Vaccarezza afirmou que agora pretende construir um acordo de procedimento com a oposição a fim de que o projeto possa ser votado na semana após o carnaval. Neste caso, nesta semana, o governo daria prioridade para a votação das quatro medidas provisórias que trancam a pauta. Se não conseguir acordo, o líder afirmou que vai colocar a proposta do fundo em votação.

“O nosso prazo limite é o mês de fevereiro. Em se fazendo o acordo, votaremos as medidas na semana que vem e o Funpresp depois do carnaval. Sem acordo, votaremos na semana que vem”, disse. Pelos cálculos do líder, o governo teria cerca de 300 votos para aprovar o projeto.

O PSDB propôs no início da semana votar o Funpresp depois do carnaval, no dia 28, sem obstrução. Um dia depois de dizer que a ideia era “atrativa”, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), decidiu rejeitar a proposta de acordo e forçar a votação sob pressão do Palácio do Planalto.

De acordo com ele, mesmo com o adiamento da votação, não houve atritos com o Planalto.

“O Planalto recebeu com naturalidade [o adiamento]. Eu conversei com a Gleisi [Hoffmann] e com a Ideli [Salvatti] não acho que ficará nenhuma sequela”, disse.

Vaccarezza ainda afirmou que o governo segue com a intenção de votar o projeto da Lei Geral da Copa na primeira quinzena de março. Já a proposta que cria o novo Código Florestal tem previsão para ser votada no dia 6 de março.

Com Do G1, em Brasília

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