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Governo do Japão aprova plano que limita vida útil de usinas atômicas

Lei prevê que centrais poderão funcionar por até 40 anos.
Medida é reflexo do desastre em Fukushima após tsunami.

O governo japonês aprovou nesta terça-feira (31) um projeto de lei que reforça as medidas de segurança das usinas nucleares após o acidente em Fukushima, incluindo o limite da vida útil dessas centrais a 40 anos.

A lei deixa aberta a possibilidade de estender esse período a, no máximo, mais 20 anos, embora o governo insista que isso será “extremamente difícil”, segundo uma fonte oficial citada pela agência ‘Kyodo’.

Atualmente, não existe no Japão um limite legal para a vida operacional de seus 54 reatores, muitos dos quais alcançarão 40 anos de atividade nos próximos anos. Um dos três reatores da usina nuclear de Fukushima Daiichi, por exemplo, estava operando desde 1970.

O plano do governo também estabelece que as usinas nucleares deverão tomar medidas para prevenir a emissão em massa de substâncias radioativas ao ambiente em caso de acidente, ao tempo que permite às autoridades ordenar a paralisação dos reatores se não cumprirem os padrões de segurança.

Reunião teve participação de James Lyons (à dir.), diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) (Foto: Koji Sasahara/AP)Reunião teve participação de James Lyons (à dir.), diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) (Foto: Koji Sasahara/AP)

Além disso, será criada uma nova agência de regulação, dependente do Ministério do Meio Ambiente, para unificar os atuais organismos de segurança nuclear.

A atual Agência de Segurança Nuclear, dependente do Ministério de Comércio, Economia e Indústria, tem o papel de promover a energia nuclear e foi criticada por suas falhas na supervisão das instalações atômicas.

Da EFE

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