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Hospital de Clínicas em Uberaba tem apenas 16 leitos de UTI neonatal

HC da UFTM atende outras 27 cidades da região pelo SUS e está lotado.
Nenhuma mulher e criança ficarão sem atendimento, disse superintendente.

Hospital de Clínicas da UFTM tem apenas 16 leitos (Foto: Reprodução/TV Integração)
Hospital de Clínicas da UFTM tem apenas 16 leitos
(Foto: Reprodução/TV Integração)

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/UFTM), emUberaba, tem apenas 16 leitos de UTI neonatal para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde feito em 2010 mostrou que as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba têm 56 leitos de UTI para recém-nascidos, o que significa que são menos de 60 vagas para atender a cidades do porte de Uberlândia, Patos de Minas e Ituiutaba, por exemplo.

Por mês, 350 bebês nascem em Uberaba, segundo o cartório de registros. Crianças prematuras, com insuficiência respiratória ou alguma infecção são levadas para o Hospital de Clínicas. Mas trata-se da única UTI neonatal para atender a uma macrorregião de 27 cidades e ela está superlotada, assim como o berçário que só tem capacidade para 11 bebês e tem, hoje, 14 em atendimento.

Thaís está grávida de sete meses e espera gêmeos (Foto: Reprodução/TV Integração)
Thaís está grávida de sete meses e espera
gêmeos (Foto: Reprodução/TV Integração)

A dona de casa Thaís Cristina Donello está no sétimo mês de gestação e espera um casal de gêmeos. O parto ainda não foi marcado, mas os médicos garantiram que ela não vai esperar até o nono mês. Os bebês devem nascer antes porque a gravidez é de risco. “Tive problemas de dilatação, contração e o médico deu remédio para segurar. Tenho feito todo o pré-natal, mas fica a preocupação”, contou.

No último fim de semana, ela sentiu dores e foi para o Hospital de Clínicas da UFTM. Não foi atendida sob a alegação de que a obstetrícia estava lotada e não havia vagas na UTI neonatal, caso os bebês precisassem ser internados. “Eu acho errado, se não tem leito pelo menos os médicos deveriam atender”, desabafou a mãe de Thaís, Silvânia Braga.

O superintendente do Hospital de Clínicas, Luís Antônio Pertili, garantiu que nenhuma mulher e criança vão ficar sem atendimento. Ele explicou que, no caso da Thaís, os exames não foram realizados porque a obstetrícia estava lotada e que o serviço já voltou ao normal. “Ela procurou o hospital no domingo, foi no pique da superlotação das UTIs, mas isso já foi normalizado. Hoje já temos uma vaga e provavelmente a situação dela vai ser resolvida aqui mesmo”, explicou o superintendente.

Com Do G1 Triângulo Mineiro

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