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Interesse da mídia internacional por Dom Odilo cresce, diz monsenhor

O nome do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, tem crescido como um possível candidato a suceder Bento XVI como Papa, segundo o monsenhor Antônio Catelan Ferreira, secretario do cardeal Dom Raymundo Damasceno e que também tem prestado auxílio a Scherer nos últimos dias. De acordo com ele, Dom Odilo vem sendo cotado por cardeais de mais de um continente.

No ultimo sábado (2), o jornal italiano “La Stampa” publicou reportagem afirmando que há uma articulação para eleger Dom Odilo e apontar, como secretário de Estado do Vaticano, um italiano ou um argentino de origem italiana no conclave de cardeais que deve ocorrer nos próximos dias. Por trás da iniciativa, segundo o jornal, estariam o decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano, e o cardeal italiano Giovanni Battista Re, além de outros cardeais italianos.

De acordo com o monsenhor, que tem atuado como um assessor de imprensa informal para Dom Odilo e Dom Raymundo, houve “um crescimento explícito do interesse por Dom Odilo”.

O arcebispo de São Paulo, entretanto, não teria sofrido o impacto das especulações em torno de seu nome. “Ele não está levando a sério que é candidato. Ele não se sente candidato, continua com a mesma humildade de sempre. Diz que é natural que apontem nomes de várias regiões”, disse o monsenhor nesta segunda-feira (4).

Dom Odilo participou na manhã desta segunda da primeira congregação marcada peloVaticano para que os cardeais se reúnam e discutam os detalhes relativoas ao conclave para eleger o novo Papa.

Os cardeais brasileiros Dom Odilo Scherer (centro) e Geraldo Majella Agnelo chegam para a reunião no Vaticano nesta segunda-feira (4). (Foto: Andrew Medichini/AP)
Os cardeais brasileiros Dom Odilo Scherer (centro) e Geraldo Majella Agnelo chegam para a reunião no Vaticano nesta segunda-feira (4). (Foto: Andrew Medichini/AP)

Os demais brasileiros concorrentes e votantes são o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Claudio Hummes, de 78 anos, Dom João Braz de Aviz, de 65, o arcebispo de São Paulo, Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo emérito de Salvador, e o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno.

Interesse
O aumento da circulação do nome de Dom Odilo também gerou um interesse maior da mídia estrangeira. Segundo o monsenhor, seu telefone não para de tocar com pedidos de entrevistas para os cardeais brasileiros, mas principalmente para o arcebispo de São Paulo.

Entre os jornalistas que estão em Roma para cobrir as preparações para o conclave, o interesse por Dom Odilo também aumentou – muitas perguntas sobre ele são feitas aos colegas brasileiros.

Segundo o monsenhor Antonio, Dom Odilo tem seguido sua rotina – agora interrompida pelas congregações. Nesta segunda, o cardeal pediu que o monsenhor comprasse para ele três livros: “L’eredità dell’amore”, um estudo escrito pelo Papa Emérito Bento XVI, um texto do cardeal Agnello Rossi, já morto, sobre a história dos conclaves, e o elenco bibliográfico sobre o Concilio Vaticano II.

A favor do arcebispo de São Paulo, pesam sua idade – 63 anos, relativamente novo entre os cardeais –, sua experiência à frente da maior diocese do Brasil, sua experiência de trabalho em órgãos da Cúria Romana e seu sobrenome alemão – o que diminuiria a resistência daqueles que seriam contra um Papa de fora da Europa.

Fonte: Do G1, no Vaticano

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