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Interno é baleado e outro mordido por cachorro em nova confusão na Funase

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Clima de tensão na unidade continuou na manhã desta quarta-feira
Foto: Eduardo Machado/especial para o JC

Um interno da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife foi baleado no pé direito durante novo motim, que ocorre desde as 9h desta quarta-feira (11).

O jovem foi atingido por estilhaços de balas de borracha do Batalhão de Choque, que entrou na instituição na tentativa de conter o movimento. Outro interno foi mordido no braço por um cão da polícia. Os dois foram levados à Unidade Mista de Saúde do Cabo, junto com um que estava passando mal e sofrendo desmaios. Como tiveram ferimentos leves, voltaram para a instituição após o atendimento.

Segundo balanço da assessoria de imprensa da Funase, há 9 feridos. Além disso, a Ala 1 foi totalmente destruída e a 2 e a 4, estão parcialmente.

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TENSÃO – Em pouco menos de 10 de controlada uma rebelião que terminou com três internos mortos – um deles decapitado com requintes de crueldade – os reenducandos da Funase do Cabo fazem um novo protesto. A confusão começou no Pavilhão 2. O Batalhão de Choque chegou na Funase para tentar conter a rebelião. Os internos estão com facões, pedras e outras armas. Dois internos tentaram fugir, mas ambos foram capturados e transferidos. Aparentemente, não estavam feridos.

Vários tiros foram disparados, provocando desespero entre os familiares que aguardam o horário de visita, que foi cancelado.

HISTÓRICO – A rebelião desta terça-feira aconteceu no Pavilhão A, conhecido como ala de segurança da unidade, onde ficam reclusos os internos com idades entre 18 e 21 anos. A confusão teve início por volta das 17h e seguiu para os demais pavilhões da unidade. A situação só se acalmou por volta das 23h, depois que cerca de 30 policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar entraram no local. Mais cedo, os adolescentes que haviam tomado toda a unidade chegaram a forçar as grades para tentar fugir do prédio.

Durante a invasão da polícia foram usadas balas e bombas de efeito moral, além de gás lacrimogênio. Três agentes socioeducativos que tinham sido feitos reféns foram libertados pouco depois da entrada do Batalhão do Choque na unidade. Em meio à confusão, um policial militar foi ferido na cabeça, resultado das pedras jogadas de dentro para fora da unidade pelos reeducandos que resistiam à entrada dos PMs.

Com Do NE10Com informações da Rádio Jornal

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