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Israel acusa Irã por ataques a pessoal diplomático que deixaram 4 feridos

Bomba explodiu em Nova Délhi, e outra foi desativada na capital da Geórgia.
Premiê de Israel acusou Irã e o movimento Hezbollah de envolvimento.

Bombas atingiram o pessoal das embaixadas de Israel na Índia e na Geórgia nesta segunda-feira (13), ferindo quatro pessoas, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acusou o Irã e seu aliado libanês, o Hezbollah, de envolvimento.

A bomba em Nova Délhi destruiu um veículo com placa diplomática. O canal parlamentar da televisão israelense disse que a mulher do encarregado da Defesa de Israel e seu motorista, indiano, estavam entre os quatro feridos. A bomba na capital da Geórgia, Tbilisi, foi desativada pela polícia georgiana.

Israel havia colocado suas missões estrangeiras em alerta especialmente alto antes do aniversário em 12 de fevereiro do assassinato do chefe militar da guerrilha do Hezbollah, Imad Moughniyeh, que foi morto em 2008 por um carro-bomba em Damasco, capital da Síria.

O Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, prometeu vingar a morte de Moughniyeh, que atribuiu ao governo israelense.

Carro atingido por bomba próximo à embaixada de Israel na Índia, em Nova Délhi, nesta segunda-feira (13) (Foto: AP)Carro atingido por bomba próximo à embaixada de Israel na Índia, em Nova Délhi, nesta segunda-feira (13) (Foto: AP)

Israel também está envolvido em uma guerra velada com o Irã, cujo programa nuclear vem sendo acossado por sabotagens, incluindo assassinatos de vários cientistas.

“O Irã, que está por trás desses ataques, é o maior exportador de terror no mundo”, disse Netanyahu a parlamentares do seu partido, o Likud, em Jerusalém.

Ele ligou os incidentes a alegações de ataques similares, mas frustrados, na Tailândia e no Azerbaijão no mês passado, pelos quais, disse ele, o Irã e seu “procurador” Hezbollah eram os responsáveis.

O Irã negou envolvimento.

“Rejeitamos categoricamente as acusações do regime sionista. São parte de uma guerra de propaganda”, disse o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast, citado pelo canal de televisão em língua árabe Al-Alam. “O Irã condena todos os atos de terrorismo”, acrescentou.

Não houve comentários imediatos do Líbano.

A explosão em Nova Délhi aconteceu a cerca de 500 metros da residência oficial do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

“Escutei a explosão perto de um posto de gasolina. Saí para ver o que aconteceu e a próxima coisa que vi foi o carro pegando fogo. Havia uma senhora e um motorista dentro do carro. As pessoas os retiraram do carro”, disse Ravi Singh, uma testemunha.

Várias testemunhas disseram à televisão indiana ter visto pessoas em uma moto colando um dispositivo na traseira do automóvel quando o veículo parou em um semáforo.

A polícia georgiana evitou um incidente similar ao desarmar uma bomba encontrada em um carro de um funcionário da embaixada israelense.

No mês passado, a Tailândia disse que prendeu um libanês com ligações com o Hezbollah e confiscou um esconderijo de explosivos. Israel reagiu instando seus cidadãos a exercer cautela quando visitassem a Tailândia.

Em um episódio separado, autoridades no Azerbaijão prenderam duas pessoas suspeitas de planejar atacar o embaixador de Israel e um rabino local.

Em um discurso em 24 de janeiro, o chefe do Exército de Israel, general Benny Gantz, acusou o Hezbollah de tentar lançar ataques por procuração, evitando um confronto direto. Israel e o Hezbollah travaram uma guerra inconclusiva e cara em 2006.

Do G1, com agências internacionais

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