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Israel ataca a faixa de Gaza e é retaliado com lançamento de foguete

Um foguete foi disparado nesta quinta-feira contra o território israelense a partir da faixa de Gaza, pouco depois de um ataque aéreo de Israel contra alvos “terroristas” no centro e norte do território palestino, anunciou o Exército.

“Um foguete foi disparado de Gaza contra um campo da região de Eshkol”, declarou à agência France Presse um porta-voz do Exército israelense.

“Aviões da Força Aérea israelense apontaram contra um alvo de atividades terroristas no centro da faixa de Gaza, assim como contra um túnel na zona norte deste território”, afirma o Exército em um comunicado.

“Os ataques diretos foram confirmados. Os alvos foram atacados em resposta ao disparo de foguetes contra Israel na quarta-feira”, completa a nota.

Segundo um porta-voz israelense, ativistas palestinos dispararam cinco foguetes na quarta-feira contra o sul de Israel. Os ataques não provocaram vítimas ou danos.

Os foguetes foram disparados em resposta a outros dois ataques da aviação israelense contra a faixa de Gaza que deixaram um morto e 20 feridos na terça-feira.

NOVA OPERAÇÃO

Na quarta-feira, o chefe do Exército israelense, Benny Gantz, disse acreditar que a operação “Chumbo Fundido”, lançada há três anos contra Gaza para interromper ataques com foguetes a Israel, teve bons resultados, mas terá que ser repetida no futuro.

Em uma entrevista à rádio militar do país, Gantz afirmou que a ofensiva, na qual morreram 1.400 palestinos e 11 mil moradias foram destruídas ou danificadas, foi “uma operação excelente”, informou o jornal israelense “Haaretz”.

O lançamento de foguetes contra Israel pelas milícias de Gaza reduziu desde o ataque, apesar de as partes estarem se envolvendo em um aumento da tensão nos últimos dias.

Estes conflitos e a consequente sensação em Israel de que o Exército tem que se recuperar da dissuasão obtida na operação aumentaram as vozes de dentro e fora do governo que pedem uma nova invasão ainda mais dura na faixa de Gaza.

“Não aconselho ao Hamas que ponha em prova nosso brio”, disse Gantz antes de afirmar que Israel não tem mais escolha, a não ser lançar, cedo ou tarde, uma nova e grande ofensiva na região, que terá que ser “rápida e dolorosa”.

Com relação a quando ocorreria a nova operação, Gantz se limitou a dizer que será realizada “quando se derem as condições apropriadas”.

DA FRANCE PRESSE, EM JERUSALÉM
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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