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Itália encerra em definitivo buscas em parte submersa de navio

As autoridades italianas suspenderam definitivamente as buscas na parte submersa do navio Costa Concordia, que naufragou no último dia 13 de janeiro próximo à ilha de Giglio, na região da Toscana.

A decisão foi tomada pelas equipes de resgate, lideradas pelo italiano Ennio Aquilino, diante das “condições operativas de segurança”. As operações continuarão na parte que ainda não afundou para comprovar algumas áreas do casco, assim como as buscas no mar.

O comissário Franco Gabrielli avisou os familiares das vítimas e embaixadas sobre o encerramento das atividades.

Darrin Zammit Lupi/Reuters
Navio Costa Concordia, próximo à ilha de Giglio; Itália suspende definitivamente buscas em parte submersa
Navio Costa Concordia, próximo à ilha de Giglio; Itália suspende definitivamente buscas em parte submersa

INDENIZAÇÃO

Na sexta (27), a empresa Costa Cruzeiros anunciou que os sobreviventes do Costa Concordia receberão cada um uma indenização de 11 mil euros –cerca de R$ 25 mil– e mais 3.000 euros para cobrir despesas.

“O acordo diz respeito a 3.000 passageiros de 60 países, entre eles 900 italianos. Estimamos que 85% deles vão aderir ao acordo”, afirmou um comunicado da Adoc, uma organização italiana de consumidores que integra o Comitê de Náufragos do Concordia, negociador do acordo com a empresa Costa Cruzeiros.

Além da indenização de 11 mil euros por passageiros, incluindo as crianças que viajavam de graça, o acordo prevê o reembolso de 3.000 euros por pessoa para cobrir o preço da passagem do cruzeiro e os eventuais gastos de transporte ou médicos.

Os náufragos que ficaram feridos e as famílias dos passageiros que morreram não farão parte deste acordo, e serão realizadas negociações individuais sobre o assunto.

“É um acordo histórico, que põe o ponto final em um episódio dramático. Uma ação resolvida fora dos tribunais e que dá um ressarcimento também pelo estresse sofrido e por férias completamente estragadas”, disse o presidente da Adoc, Carlo Pileri.

Pileri afirmou que foram levados em consideração o código de turismo italiano e outras normativas internacionais, já que no cruzeiro naufragado havia passageiros de várias nacionalidades.

Darrin Zammit Lupi/Reuters
Equipes de resgate chegam ao Costa Concordia; buscas continuarão em parte ainda não afundada e no mar
Equipes de resgate chegam ao Costa Concordia; buscas continuarão em parte ainda não afundada e no mar

ACORDO

A Costa Cruzeiros divulgará o acordo em vários idiomas para que todos os passageiros possam aderir. A companhia se compromete ainda a liquidar o ressarcimento uma semana depois que o passageiro aceitar a oferta.

A companhia emitiu também um comunicado desmentindo algumas informações divulgadas nos últimos dias sobre o oferecimento de descontos para viajar em novos cruzeiros aos passageiros envolvidos no naufrágio.

Já a Associação de Consumidores italiana Codacons convidou os passageiros a não aceitar a oferta que considerou uma “esmola”. A associação anunciou em seu site que começará de Miami, com a colaboração de dois escritórios americanos, uma ação legal coletiva para pedir à Costa Cruzeiros uma indenização de 125 mil euros por passageiro.

NAUFRÁGIO

O navio naufragou no dia 13, próximo à ilha de Giglio, na costa da Itália, após colidir com uma rocha, com mais de 4.200 pessoas a bordo, durante uma manobra supostamente não autorizada realizada pelo comandante Francesco Schettino.

Até o momento, 16 corpos foram encontrados e cerca de 20 pessoas continuam desaparecidas.

Schettino se encontra atualmente prisão domiciliar, e deve responder por homicídio múltiplo, abandono de navio e naufrágio, acusações que podem significar uma sentença de 12 anos de prisão.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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