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Junta Militar egípcia confirma saída em 30 de junho

A Junta Militar egípcia afirmou nesta quarta-feira que deixará o poder em 30 de junho, após a realização de eleições presidenciais, e prometeu revelar então “os segredos e verdades” anteriores à revolução, movimento que neste dia completa um ano.

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Em comunicado, o Conselho Supremo das Forças Armadas, máxima autoridade do país, ressaltou que deixará os quartéis para se dedicar somente a defender “a terra, o céu e o mar do Egito”, como reivindicam ativistas e grupos políticos críticos ao atual papel de Governo.

Os dirigentes militares divulgaram os próximos passos do período de transição: a suspensão nesta quarta-feira da Lei de Emergência – vigente desde 1981 -, a realização de eleições para a Câmara Alta do Parlamento, a redação de uma nova Constituição, e a convocação de eleições presidenciais.

Mohamed Omar/Efe
Vista da praça Tahrir, no centro do Cairo; clima é tenso e há possibilidade de conflitos entre ativistas e militares
Vista da praça Tahrir, no centro do Cairo; clima é tenso e há possibilidade de conflitos entre ativistas e militares

Após tudo isso, a cúpula militar, que dirige o Egito desde a renúncia de Hosni Mubarak em fevereiro, afirmou que voltará a seus quartéis dia 30 de junho, enquanto “o povo se veste com a roupa da liberdade e da democracia”.

A nota, divulgada pela agência oficial “Mena”, afirma que depois dessa data serão revelados “segredos e verdades que farão com que o povo se sinta mais orgulhoso das Forças Armadas”.

“Passou um ano inteiro desde a revolução de 25 de janeiro e ainda não chegou o tempo de anunciar muitas verdades dos meses e dias prévios à revolução, para que não pensem que tentamos melhorar nossa imagem, mas chegará o momento em que falaremos”, acrescenta.

APOIO À REVOLUÇÃO

A Junta Militar reitera que “sempre” apoiou a revolução e que tinham previsto que ela iria explodir meses antes de seu início.

“Quando vimos com nossos próprios olhos os jovens da revolução sacrificando suas almas pelo Egito e enfrentando as ferramentas da repressão mais brutais, nos inclinamos pela revolução”, afirmou.

Segundo os dirigentes militares, “a revolução triunfou em erradicar a injustiça e a repressão”, assim como em acabar com a “deterioração que afetava o Egito nas últimas décadas”.

France Presse
Chede da Junta Militar egípcia, Hussein Tantawi, anuncia fim de estado emergência um ano após queda de Mubarak
Chefe militar egípcio, Hussein Tantawi, anuncia fim de estado de emergência um ano após queda de Mubarak

O comunicado da Junta Militar coincide com a celebração do primeiro aniversário da Revolução de 25 de Janeiro que derrubou Mubarak, um dia que muitos aproveitaram para exigir também o fim da liderança dos generais e a transferência do poder a uma autoridade civil.

Milhares de egípcios saíram às ruas de todo o país em um ambiente festivo e reivindicativo, com a Praça Tahrir do Cairo novamente como emblema da revolução.

DA EFE, NO CAIRO

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