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Leitor quer investigação das caixas-pretas do Judiciário

Quando alguém da envergadura da ministra Eliana Calmon, corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), se convence e revela movimentações atípicas nas contas bancárias de agentes dos nossos tribunais, tais revelações só serão digeridas pela sociedade se confirmadas sua legalidade através de investigação.

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Se só agora, pela ação do CNJ, surge a revelação dessas movimentações “atípicas”, podemos pensar que elas estivessem em caixas-pretas suspeitas, a saber:

1ª – Ao que se saiba, os bancos não informaram ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) essas movimentações;

2ª – Se houve essa comunicação, não se sabe de qualquer iniciativa para que os fatos informados fossem esclarecidos;

3ª – Se, segundo a matéria da Folha (Coaf aponta operações atípicas de R$ 855 mi de juízes e servidores ) esta constatação não sugere que há algo a ser investigado, não é possível imaginar que tipo de evidência merece investigação.

As caixas-pretas são essenciais para a elucidação de muitas dúvidas. E se há caixas-pretas no Judiciário, que elas sejam abertas e que se revele o seu teor para que seja feita justiça.

Marcelo Justo-17.out.2011/Folhapress
A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon, atual corregedora do CNJ
A ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Eliana Calmon, atual corregedora do CNJ

 

Com a Folha.com

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