Willames Costa

Compromisso com a informação

Mundo

Liga Árabe convoca reunião para retirar observadores da Síria

A Liga Árabe convocou nesta terça-feira uma reunião de emergência para discutir a retirada do grupo de observadores que enviou para monitorar a situação da Síria. O encontro foi convocado a partir do aumento da violência entre dissidentes e forças aliadas ao regime de Bashar Assad.

De acordo com o secretário geral Ahmed bin Heli, a conferência acontecerá no próximo sábado (7), na sede da organização, no Cairo.

Na segunda-feira (2), o líder da Liga Árabe, Nabil Arabi, afirmou que, apesar de as forças armadas sírias terem retirado parte do arsenal das áreas residenciais, enfrentamentos e mortes continuam especialmente pela ação de franco-atiradores do governo.

“Nosso objetivo é levantar de manhã e ouvir que não há mortos. Nossa missão é proteger os civis. Isso precisa ser um cessar-fogo completo”.

Nesta terça-feira, o regime sírio afirma que um gasoduto na cidade de Rastan, no centro do país, foi atacado por “um grupo terrorista armado”. Segundo a agência de notícias estatal Sana, este seria o quarto ataque a tubos de passagem.

France Presse
Imagem retirada de vídeo publicado em rede social mostra manifestação contra Assad na província de Idlib
Imagem retirada de vídeo publicado em rede social mostra manifestação contra Assad na província de Idlib

A previsão é que aumente em uma hora os cortes de energia e diminua a produção de eletricidade em 400 megawatt/hora.

MISSÃO FRUSTRADA

A entidade enviou em 26 de dezembro cerca de cem observadores para verificar o cumprimento de um plano de paz para o país. No entanto, aproximadamente 150 pessoas morreram no país desde que os monitores chegaram, segundo os ativistas.

A ONU calcula em mais de 5.000 pessoas os mortas na repressão aos protestos contra Assad. Autoridades sírias dizem que enfrentam grupos terroristas, que já mataram 2.000 membros da polícia e das forças armadas nos dez meses do conflito.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta terça-feira que Assad deve abandonar o poder e deixar que seu povo decida livremente seu destino. Ele disse que os massacres geram repugnância e indignação.

“A comunidade internacional deve assumir suas responsabilidades denunciando uma repressão cruel e deve assegurar-se de que os observadores da Liga Árabe tenham todos os meios e a liberdade de fazer corretamente seu trabalho”, ressaltou.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *