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Lupi diz que tem condições morais para presidir PDT

Alan Marques - 22.nov.11/Folhapress

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta segunda-feira (30) que tem condições morais para permanecer no comando do partido, apesar de ter sido demitido do Ministério do Trabalho por suspeita de favorecimento a ONGs.

Ele não fez referência às acusações, nem às declarações do deputado Brizola Neto (RJ) que defendeu que Lupi não voltasse ao comando partidário sem antes prestar esclarecimentos sobre sua demissão.

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Durante reunião do diretório nacional, Lupi afirmou que os pedetistas que querem sua saída da presidência têm o direito de pedir sua renúncia, mas que não deixará o cargo antes de março de 2013, quando se encerra seu mandato.

“É democracia, não posso fazer nada. Tem gente que não gosta da gente, toda a unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. Tenho condições [morais] totais”, afirmou

Um grupo liderado pelo ex-deputado Vivaldo Barbosa apresentou um pedido de saída de Lupi da presidência e de Marcelo Panela, tesoureiro do PDT, que era seu chefe de gabinete no Ministério do Trabalho. A proposta não chegou a ser votada.

Lupi afirmou que não se arrepende de ter declarado à presidente Dilma Rousseff que a ama. “Amo todos vocês, inclusive a presidente. Esse é o sentimento mais nobre que uma pessoa pode ter. Muita gente na rua me diz que me ama também.”

NOVO MINISTRO

Lupi disse que Dilma deverá decidir na próxima semana quem indicará para assumir o Ministério do Trabalho. Estão cotados o deputado Vieira da Cunha (RS) e o secretário-geral do PDT, Manoel Dias.

“Estamos esperando a presidente dizer o que ela quer, qual o perfil [do novo ministro]. O nome depende mais do perfil que a presidente quer do que da nossa vontade. Mas é pouco provável [que ela escolha um técnico] porque o Ministério do Trabalho é eminentemente político”, disse Lupi.

Com a Folha.com

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