Willames Costa

Compromisso com a informação

Destaque

Marido de dona de colégio é condenado por abuso sexual

Marido de dona de colégio de Araripina pegou 47 anos de prisão por molestar cinco alunas, que tinham entre 6 e 9 anos

Preso provisoriamente desde maio do ano passado, o marido da proprietária de um colégio em Araripina, no Sertão pernambucano, foi condenado pela Justiça por ter abusado sexualmente de cinco alunas, todas menores de idade. A acusação veio à tona em abril de 2009, quando as garotas tinham entre 6 e 9 anos. A mais velha, porém, relatou à época que sofria abusos desde os 7 anos. A sentença foi proferida na última terça-feira pelo juiz João Ricardo da Silva Neto, da 2ª Vara da Infância de Araripina.

O magistrado condenou o réu a 47 anos e dois meses de reclusão, assegurou a mãe de uma das vítimas. Ela acompanhou todo o processo, que correu em segredo de Justiça por envolver menores de idade, e foi fundamental para que o então acusado fosse capturado pela polícia. Por meio da assessoria, o Tribunal de Justiça de Pernambuco apenas confirmou a condenação. Em atendimento à recomendação do Ministério Público de Pernambuco, o nome do condenado e das vítimas serão omitidos.

Para atrair as menores até a sua residência, o marido da dona do colégio usava a filha adotiva, também menor de idade, e uma amiga das outras crianças. O condenado chegou a trabalhar um ano como motorista do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.

“Hoje (sexta-feira, 9) já chorei muito. Mas só de alegria. Esperei muito por justiça”, contou a mãe de uma das meninas, no dia em que soube da condenação. Após a divulgação da série de abusos, o então acusado fugiu para o Piauí, onde a mulher possui familiares. “Sempre soube que ele estava escondido lá depois que o juiz decretou a prisão preventiva. Como tenho um irmão doente que fazia tratamento lá, sempre que eu viajava distribuía panfletos nos lugares com a foto dele. Até que alguém o reconheceu e denunciou”, relembrou.

A mãe da vítima, que também é tia de outra menina abusada, disse que as crianças “aprenderam a administrar” o trauma. “Mas lógico que nossas vidas nunca mais serão as mesmas. De vez em quando o assunto ressurge e é sempre algo complicado, principalmente porque ainda são pequenas e convivem com outras crianças”, disse.

Na fase da investigação policial, ainda no primeiro semestre de 2009, a delegada que ficou à frente do caso, Lívia Maria Callou, chegou a dizer que o número de vítimas poderia chegar a 15. Mas a condenação foi pelo abuso de cinco menores.

Do Jornal do Commercio

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *