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Milhares de venezuelanos continuam na fila para despedir-se de Chávez

Caracas, 9 mar (EFE).- As longas filas continuam neste sábado nas imediações da Academia Militar de Caracas, onde está o caixão do falecido presidente Hugo Chávez, em um ambiente mais calmo e de menor ansiedade que nos últimos dias.

Sob o sol forte que desde quarta-feira acompanhou os milhares de venezuelanos que saíram às ruas para assistir ao desfile do corpo de Chávez e posteriormente esperar sua vez para entrar no velório, os simpatizantes do chefe de Estado seguem aguardando hoje para dar seu último adeus ao líder bolivariano.

Milhares de pessoas fazem continuam na fila neste sábado para se despedir do presidente venezuelano, Hugo Chávez. EFE
Milhares de pessoas fazem continuam na fila neste sábado para se despedir do presidente venezuelano, Hugo Chávez. EFE
Chávez morreu na terça-feira aos 58 anos após batalhar contra um câncer que foi diagnosticado em junho de 2011 do qual só se soube oficialmente que estava na zona pélvica.
O corpo de Chávez foi levado à Academia Militar, em cujas imediações o governo mantém um esquema especial com banheiros químicos e provisão de bebida e comida para as pessoas na fila, que durante a espera podem ver telões com vídeos do líder enquanto escutam cânticos e palavras de apoio como a que “Chávez não morreu, se multiplicou”.
“É como se morresse seu papai, seu avô… É algo histórico, mundial. Seguiremos lutando com Maduro”, afirmou à Agência Efe Alexis Michelena, um comerciante de 40 anos que aguardava na fila junto com suas duas filhas.
Depois que Nicolás Maduro fez seu juramento ontem como presidente interino, nas filas começaram a surgir mensagens de apoio ao homem que Chávez ungiu como seu herdeiro.
“É o novo presidente, é o que diz a Constituição bem claramente”, disse à Efe com a Carta Magna na mão Manuel Mora, professor de 48 anos.
O texto constitucional estabelece que, em caso de falta absoluta do presidente nos quatro primeiros anos de governo, o vice-presidente deve encarregar-se do Executivo durante o lapso de 30 dias para a convocação de novas eleições.
“Agora vamos trabalhar para voltar a vencer os capitalistas nas urnas”, acrescentou Mora.

Da EFE

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