Willames Costa

Compromisso com a informação

Brasil

Ministra do STJ recusa relatoria de pedido de liberdade de Cachoeira

A ministra do Superior Tribunal de Justiça Laurita Vaz recusou, nesta quarta-feira (11), a relatoria do pedido de liberdade feito pela defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira ao tribunal. Com isso, o pedido de habeas corpus será distribuído a outro ministro da corte.

Suspeito de chefiar uma suposta quadrilha de jogo ilegal em Goiás, o bicheiro está preso desde o dia 29 de fevereiro, após a Polícia Federal deflagrar a Operação Monte Carlo. Ele é acusado de chefiar um esquema de jogos ilegais em Goiás. Escutas telefônicas apontam seu envolvimento com parlamentares.

Na justificativa para recusar a relatoria do caso, a ministra Laurita informou ter “motivo de foro íntimo”, já que é oriunda de Goiás, estado onde a quadrilha de cachoeira atuava. “Tendo em conta a denunciada abrangência de sua suposta atuação no Estado, com o pretenso envolvimento de várias autoridades públicas, com as quais, algumas delas, tive algum tipo de contato social ou profissional, ao meu sentir, é prudente declarar minha suspeição, a fim de preservar a incolumidade do processo penal”, declarou a ministra.

Os códigos de processo penal e civil permitem que o juiz se declare impedido de julgar um caso quando entender que algum fato possa colocar em dúvida sua imparcialidade para julgar.

Habeas Corpus
Os advogados de Carlinhos Cachoeira entraram nesta segunda-feira (9) com pedido de liberdade no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No final de março, o bicheiro teve um pedido de liberdade negado pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A defesa alegou que o Cachoeira não tem antecedentes criminais.

A defesa também aguarda a decisão da 11ª Vara Criminal da Justiça Federal de Goiás sobre o pedido de remoção de Cachoeira do presídio federal de segurança máxima de Mossoró (RN). Preso em Goiânia, ele foi transferido para o presídio federal por razões de segurança. A definição sobre a transferência deve sair após análise do pedido pelo MInistério Público de Goiás.

Fonte: Do G1, em Brasília

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *