Willames Costa

Compromisso com a informação

Mundo

Ministro argentino pede diplomacia para Malvinas e critica Reino Unido

O ministro da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli, afirmou nesta quarta-feira que o país manterá as reivindicações sobre a soberania das ilhas Malvinas em instâncias diplomáticas, apesar do que chama de “provocações” do Reino Unido.

“Querem nos desestabilizar e ver se caímos na tentação de levar este conflito ao terreno das armas. Pois saibam que não”, ressaltou Puricelli em declarações à rádio “La Red”, de Buenos Aires

“O que (os britânicos) devem ter claro é que os toleramos nas Malvinas, mas se qualquer força armada inglesa chegar a vir a território argentino, não tenham dúvidas de que vamos exercer nosso legítimo direito à defesa, e temos capacidades para fazê-lo”, ameaçou o ministro.

Puricelli ainda criticou o governo britânico ao mencionar a decisão de países sul-americanos de proibir em seus portos a entrada de navios com bandeira das Malvinas.

“A certeza de reivindicar pela via diplomática é o que os desestabilizou. A decisão dos países da América do Sul de não receber navios que venham com bandeiras das ilhas Malvinas está lhes causando problemas e encarecendo a usurpação que eles mantêm”.

Segundo o ministro, as medidas britânicas associadas às ilhas “são uma bravata para sustentar a despesa militar”.

DENÚNCIA

A presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou nesta terça-feira que seu governo apresentará um protesto na ONU devido à “militarização” do Atlântico sul por parte do Reino Unido, após a decisão de Londres de enviar um moderno destroyer para as Ilhas Malvinas.

“Vamos apresentar um protesto no Conselho de Segurança da ONU por essa nova militarização do Atlântico sul, que envolve um grave risco para a segurança internacional”, disse a presidente em um ato na Casa Rosada (governo) diante de líderes opositores, veteranos da guerra das Malvinas e órgãos humanitários.

A presidente afirmou que as Malvinas “são uma causa regional porque estão militarizando o Atlântico sul mais uma vez” e sustentou que “não podemos interpretar de nenhuma outra maneira o envio de um moderno e imenso destroyer, acompanhado do herdeiro real (príncipe William), o qual gostaríamos de ver em roupas de civil”.

Kirchner convocou a oposição e setores sociais quando ocorre uma escalada da tensão entre Argentina e Reino Unido após a chegada às Malvinas do príncipe William para uma missão como piloto da Força Aérea, que a Argentina qualificou de “provocação”, e do anúncio de Londres que enviará um moderno destroyer, o “HMS Dauntless”.

“As Malvinas deixaram de ser uma causa dos argentinos, para se transformar em uma causa latino-americana e global”, disse a presidente em um ato a menos de dois meses de se completar o 30º aniversário da guerra pela posse do arquipélago austral entre Argentina e Reino Unido.

A maioria dos países latino-americanos expressaram seu apoio ao pedido de soberania da Argentina nas Malvinas, sob controle do Reino Unido desde 1833.

DA EFE, EM BUENOS AIRES

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *