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Ministros contrários a acordo devem sair, diz premiê da Grécia

O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, afirmou nesta sexta-feira que os ministros que são contrários ao acordo para o pagamento da dívida do país devem sair de seus cargos.

“Não podemos permitir que a Grécia vá a falência”, afirmou após uma reunião do gabinete do governo. “Nossa prioridade é fazer o que for necessário para aprovar o novo pacote econômico e conseguir o novo contrato de empréstimo”, afirmou.

Takis Takatos/France Presse
Manifestante corre durante greve geral na Grécia; ministros pedem demissão
Manifestante corre durante greve geral na Grécia; ministros pedem demissão

O premiê disse ainda que, caso não seja aprovado o acordo, a Grécia pode entrar em “caos descontrolado” na economia e “explosão social”.

De acordo com Papademos, uma das medidas que deverão ser obtidas com o plano é a economia de 4,5% do PIB do pais para o pagamento de juros da dívida, o chamado superávit primário. A Grécia ainda poderá sair da recessão em 2013, caso cumpra com a austeridade financeira, com um crescimento previsto de 2,5% em 2014 e 2015.

DEMISSÃO

Nas últimas 24 horas, um ministro e quatro vice-ministros gregos, além de um deputado, pediram demissão por não concordar com o pacto feito pelo premiê Lucas Papademos para a solução da crise da dívida.

Nesta sexta, o ministro de Transporte, Makis Voridis, e os vice-ministros de Marinha Mercante e Agricultura, do partido ultradireitista LAOS, renunciaram por discordar das medidas de austeridade. Mais cedo, o líder da agremiação, Giorgos Karatzaferis, anunciou que seu partido não votará a favor das medidas exigidas pela troika quando forem apresentadas ao Parlamento no próximo domingo.

O LAOS é o terceiro maior partido do Governo liderado por Papademos, junto com social-democratas e conservadores.

Na quinta, um vice-ministro de Trabalho apresentou sua demissão em protesto pelas medidas e um membro do socialista Pasok entregou na manhã desta sexta sua ata de deputado por contrapor-se ao acordo com a “troika”.

GREVE GERAL

O acordo com os negociadores internacionais da União Europeia, do Banco Central Europeu e o FMI (Fundo Monetário Internacional) provocou uma greve geral de grande adesão nesta sexta.

Segundo os dados oferecidos pelo principal sindicato grego, o GSEE, todos os estivadores, trabalhadores dos navios de transporte e operários das refinarias não foram trabalhar hoje.

Entre o pessoal de portos e da construção civil, a adesão da greve foi de 70%, enquanto na siderurgia e no comércio foi de 60%. Além disso, 80% dos trabalhadores de bancos, correios e organismos públicos se ausentaram de seus trabalhos.

Especialmente severa é a greve no transporte urbano de Atenas, pois, durante dois dias, não funcionarão trens, bondes, ônibus e boa parte do metrô.

Segundo um comunicado da GSEE, as medidas impostas pela troika levarão o país “à ruína” pois se trata do “ataque mais violento ao sistema de distribuição da riqueza”.

Segundo a agência de notícias Efe, o ato é maior que a manifestação de terça (7), quando houve a participação de 20 mil pessoas. Já a polícia local estima que o protesto reuniu o mesmo número de pessooas do ato anterior.

No final da manifestação, foram registrados alguns distúrbios isolados quando um grupo de 200 jovens encapuzados lançou pedras e coquetéis molotov contra a Polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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