Willames Costa

Compromisso com a informação

Nacional Política

Na volta ao trabalho, Sarney diz que esteve ‘fora do mundo’

O presidente do Senado, José Sarney, ao voltar ao trabalho após licença médica nesta segunda (Foto: Agência Senado)

O presidente do Senado, José Sarney, ao voltar ao

trabalho após licença médica nesta segunda
(Foto: Agência Senado)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou nesta segunda-feira (14) ao trabalho. Em licença médica desde 17 de abril, Sarney presidiu a sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao aniversário do seu partido, e alegou desconhecer a previsão do depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira à comissão que investiga as relações do contraventor com empresas e políticos. A ida de Cachoeira à CPI está marcada para esta terça-feira (15), mas a defesa dele tenta adiar o depoimento.

“Eu estou tão fora do mundo que eu não estava nem sabendo do depoimento do Cachoeira, mas é a rotina da comissão”, afirmou ele ao chegar ao Congresso. “O seu Cachoeira realmente é a figura mais visada e que tem que ser investigada de toda maneira, no máximo que for possível, para averiguar até onde essa rede se estendia”, disse.

O senador descartou que a CPI – instalada durante sua licença pela presidente em exercício do Congresso Nacional, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) – atrapalhe os trabalhos do Senado. Ele ressaltou que projetos importantes foram votados em sua ausência, mas adiantou que o ritmo deve diminuir com a aproximação das eleições municipais. “Nós vamos entrar em uma fase que é uma fase atípica, e nós teremos que marcar datas específicas para fazer esforço concentrado como se faz em todos os anos que tem eleição e escolher as matérias que devem ser prioritárias”, disse o presidente do Senado.

Sarney se disse recuperado e agradeceu a solidariedade de jornalistas, deputados e senadores. Durante o período em que ficou internado, após um procedimento para desentupir uma artéria, o ex-presidente da República recebeu visitas de partido do partido e de aliados, incluindo o ex-presidente Lula.

Defesa da classe
A sessão de homenagem ao PMDB contou com nomes de relevância do partido no Legislativo e com cargos no primeiro escalão do Executivo, como os ministros da Previdência, Garibaldi Alves, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco. Também compareceram o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da legenda, senador Valdir Raupp (PMDB-RR).

O primeiro a discursar foi o vice-presidente da República, Michel Temer. Antes da sessão, ele já havia ressaltado o apoio do PMDB ao governo em votações como a da Lei Geral da Copa e do reajuste do salário mínimo. “O PMDB está no governo, e estas atuações todas eu devo ao PMDB, porque sempre recebi dele um apoio extraordinário”, ressaltou em discurso.

Ele também criticou quem as aponta as frequentes divergências internas do partido, e que refletem muitas vezes em votações no Congresso, a quem definiu como “pessoas que vêm ao mundo por uma ótica menor”. “Essas divergências sempre foram também a força mobilizadora do PMDB. As divergências nunca nos deixaram, sempre nos fizeram crescer, porque se prestigiamos a democracia fora do partido, haveremos de prestigiá-la internamente”, defendeu.

Já Sarney ressaltou o que definiu como o foco do partido nas questões sociais. Ele lembrou dados do período em que foi presidente da República, defendendo questões como o vale-transporte e a redução do desemprego. Aproveitou ainda para fazer uma defesa da categoria. “O Brasil é uma construção dos políticos, tão injustiçados, tão falados, mas foram eles que, dentro destas casas construíram este país, que até hoje está aí e é a sexta economia do mundo”, discursou.

Fonte: Do G1, em Brasília

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *