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‘Não há movimento para abafar’ CPI do Cachoeira, diz Marco Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), afirmou nesta quinta-feira (19) que “não há movimento e nem ação do governo ou de partidos para abafar a CPI” que vai investigar as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. O requerimento de criação da comissão foi lido nesta quinta em sessão do Congresso.

“Não há movimento, ação do governo ou de partidos, para abafar a CPI ou dar contornos que não aqueles de investigar essa quadrilha que formou um poder paralelo”, afirmou Marco Maia após a sessão do Congresso.

Maia destacou que os parlamentares ainda podem retirar assinaturas de apoio à comissão até meia-noite. Foram 337 assinaturas válidas dentre 513 deputados e 72 assinaturas válidas dos 81 senadores. Para a criação de uma CPI mista, são exigidas, no mínimo, 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

O presidente da Câmara disse, porém, não crer na retirada de assinaturas. “Não acredito que isso possa acontecer. Podem dormir tranquilos de que a CPI será instalada.”

Fica aberto a partir desta quinta um prazo de cinco dias para os partidos indicarem os 16 deputados e 16 senadores que irão compor a comissão, além de outros 32 suplentes.

A presidente em exercício do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), convocou sessão do Congresso para a próxima terça (24), na qual os nomes indicados pelos partidos para integrar a comissão serão encaminhados à mesa diretora do Congresso.

Pelo regimento, as legendas ou blocos terão direito à quantidade de vagas proporcional ao tamanho de suas bancadas. Os cargos mais cobiçados, a presidência e a relatoria, devem ficar, respectivamente, com o PMDB do Senado e o PT da Câmara.

A previsão é de que a comissão seja instalada na próxima quarta (25), com a escolha definitiva dos membros e elaboração de um plano de trabalho.

Rose de Freitas também disse, em entrevista à TV Câmara, não crer na retirada de assinaturas. “Não acredito de maneira nenhuma. Diante da sociedade brasileira, uma retirada de assinatura é inexplicável. Não há nenhuma pressão para que isso aconteça, nem da consciência cívica e nem da política. […] Retirada coloca sob suspeita qualquer pessoa.”

Para ela, “essa CPI vai ser uma das melhores” que o Congresso já teve. “Vai trabalhar com afinco, com seriedade jamais vista. É a maior adesão já vista para uma CPI no Congresso Nacional.

A CPI terá seis meses para investigar os fatos, mas o período pode ser prorrogado. Uma comissão de inquérito tem poderes para pedir quebra de sigilo fiscal e telefônico. Um relatório sobre a investigação será encaminhado para o Ministério Público Federal, que poderá tomar medidas judiciais cabíveis nas áreas cível ou criminal.

Fonte: Do G1, em Brasília

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