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Ninguém é indiciado no caso de estudante que matou vizinha no Parnamirim

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Faca usada por Hebert para desferir golpes que feriram a sua irmã
Foto: Malu Silveira/NE10

O inquérito do caso do estudante universitário que tentou assassinar a sua irmã e depois agrediu uma idosa até a morte no dia 18 de fevereiro, em condomínio no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife, foi concluído. Nenhum dos autores de crimes foi incidiado. Os detalhes da investigação foram apresentados na manhã desta quarta-feira (11) pelo delegado Francisco Diógenes, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de Pernambuco.

Na noite do Sábado de Zé Pereira (18), depois de passar o dia em festas de Carnaval, o estudante Herbert Lucas de Abreu Mendes, 22 anos, voltou para casa e tentou matar a sua irmã. Sem conseguir, espancou uma idosa que morava no apartamento ao lado. Depois, quando tentava invadir o apartamento de outro vizinho, o auditor fiscal João Francisco Lima Cruz, acabou atingido por tiro disparado por ele. Na sucessão de crimes, o estudante não pôde ser indiciado por não estar vivo, enquanto o auditor não responderá porque a polícia concluiu que agiu em legítima defesa.

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A investigação analisou cada um dos três casos. O primeiro foi a tentativa de homicídio contra a irmã de Herbert, Samara Abreu Mendes, 18. Segundo a polícia, o estudante tentou eletrocutá-la fazendo-a segurar uma lâmpada. No entanto, ela conseguiu escapar. Foi vítima de golpes de faca desferidos por ele. Samara foi socorrida por um vizinho para o Hospital Agamenon Magalhães, também na Zona Norte do Recife, onde levou 27 pontos na testa, além de outros nas pernas e nas mãos.

Quando saiu do apartamento perseguindo a irmã, Herbert encontrou a sua vizinha, Arlete de Souza Negrão, 64. Enfurecido, espancou a idosa. Depois de ser socorrida pela Polícia Militar para o Hospital Agamenon Magalhães, sendo transferida para o Hospital da Restauração e o Hospital Português, ambos no Centro, ela faleceu. O corpo da mulher ficou desfigurado. “Aquilo era um caso tipico de atropelamento, e não de espancamento”, apontou o delegado Francisco Diógenesos sobre o que disseram os médicos que examinaram o corpo.

Depois de agredir a idosa, Herbert, que estava nu, tentou invadir o apartamento de outro vizinho, o auditor fiscal, que acabou matando-o a tiros. Neste caso, a vítima passou a ser o estudante nas investigações; e o acusado, João Francisco Lima Cruz. No entanto, o fato de ter porte de arma legal e não ter utilizado vários projéteis levou a polícia a não indiciá-lo pelo homicídio. Herbert, baleado, chegou a ser socorrido, mas não sobreviveu.

CONDUTA – Os moradores e trabalhadores do condomínio no Parnamirim disseram em depoimento gostar do jovem, mas chegaram a chamar a Polícia Militar no último mês de janeiro para averiguar o uso de drogas pelo estudante em áreas comuns do prédio, segundo eles, recorrente. De acordo com o delegado, as pessoas ouvidas disseram que “ele era uma pessoa bastante comunicativa, falava com todos, mas os condôminos nao gostavam dessa conduta”. Na denúncia à PM em janeiro, foi feito um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) na delegacia de Casa Amarela.

Segundo a polícia, no dia da tragédia, por volta das 18h25, Herbert voltava de Olinda com o irmão em um táxi. Ao chegarem à Avenida Norte, ele ficou agitado, começou a se despir e foi andando, nu, para casa. Chegando no prédio, disse ao porteiro que havia sido assaltado e entrou, ainda sem roupas. O seu irmão parou em posto de gasolina ainda na Avenida Norte, onde estava na hora das agressões.

Fonte: Do NE10

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